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Saúde

Saúde mental de jornalistas em risco: assédio e sobrecarga alarmam estudo

Pesquisa inédita revela impacto devastador das condições de trabalho na imprensa brasileira.

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Saúde mental de jornalistas em risco: assédio e sobrecarga alarmam estudo
Saúde mental de jornalistas em risco: assédio e sobrecarga alarmam estudo - imagem 2

A saúde mental dos profissionais da imprensa no Brasil está seriamente comprometida, conforme revelado por um novo estudo. A pesquisa, fruto da colaboração entre a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), aponta que assédio, jornadas exaustivas e o pouco suporte social são fatores determinantes para o agravamento de problemas psicossociais na categoria.

Divulgada nesta semana, a análise destaca que as características intrínsecas ao fazer jornalístico, somadas a um ambiente de trabalho frequentemente hostil, expõem os comunicadores a um alto risco de desenvolver transtornos mentais. O levantamento sublinha a urgência de se discutir e implementar medidas de apoio e prevenção.

Os resultados do estudo, que abordou um universo representativo de jornalistas, indicam uma prevalência alarmante de sintomas associados a depressão, ansiedade e síndrome de burnout. A pesquisa detalha como a pressão por resultados, a velocidade exigida na produção e a constante exposição a notícias traumáticas contribuem para esse cenário preocupante.

Um dos pontos críticos evidenciados é a cultura do assédio, tanto moral quanto sexual, que persiste em algumas redações e ambientes de trabalho. Esse fator, combinado com a sobrecarga de responsabilidades e a instabilidade do mercado, cria um terreno fértil para o esgotamento mental e emocional dos profissionais.

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A falta de apoio institucional e a precarização das relações de trabalho também emergem como elementos cruciais para a fragilização da saúde mental. Muitos jornalistas sentem-se desamparados diante das adversidades, sem acesso adequado a recursos de saúde mental ou a um ambiente que promova o bem-estar.

Os pesquisadores ressaltam que as descobertas vão além de dados estatísticos, refletindo a dura realidade enfrentada por milhares de profissionais. O estudo serve como um alerta para empregadores, entidades de classe e formuladores de políticas públicas sobre a necessidade premente de intervenções que protejam a saúde dos trabalhadores da informação.

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Fonte: Oito Quatro Notícias

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