“Se um juiz passar a ter medo, não existe mais Judiciário”, diz Dino


Material de segurança do STF reúne ameaças a ministros, incluindo referência à morte de Tiradentes
“O ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência”, afirmou o ministro Sérgio Lima/Poder360 - 22.abr.2026 PODER360 9.out.2026 (sexta-feira) - 10h55 Priorize o Poder no Google O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino afirmou nesta 6ª feira (9.out.2026) que recebeu trechos de um relatório de segurança da Corte que reúne milhares de mensagens com ameaças de morte e agressões.
Em publicação no Instagram , Dino disse que as mensagens decorrem da repetição de mentiras e declarou que não mudará sua atuação profissional por causa das ameaças.
“Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, escreveu o ministro.
Segundo o material exibido na publicação, Dino afirma que o X concentra o maior volume e a maior proporção de publicações hostis. Entre os exemplos apresentados estão mensagens com referências a fuzilamento, explosão e outras formas de violência.
Entre os exemplos listados no material de segurança do STF estão publicações com ameaças de fuzilamento contra Flávio Dino. Uma mensagem, publicada em 5 de outubro, afirma: “primeiro a ser fuzilado… Flávio Dino, por ter proibido o acesso às armas”.
O material também cita uma publicação de 6 de outubro com a frase “A gôrdola… já vai levar chumbo”. Outra, de 3 de outubro, menciona invadir o STF e faz referência à morte de Tiradentes, executado por enforcamento e esquartejamento. A mensagem afirma: “invadir o STF e fazer com morões, dino e zanin igual fizeram com tiradentes, cabecinha em praça pública”.
Na parte inferior do material, há ainda registros de mensagens que fazem referência a “levar chumbo” e afirmam que Dino “terá que pagar com sangue” por seu trabalho no período eleitoral e por ter travado ações parlamentares para ajudar Lula.
Dino afirmou que, em 37 anos como servidor público, nunca respondeu a um processo criminal. Também defendeu que pessoas que discordam de decisões judiciais recorram aos colegiados competentes, em vez de recorrer a ameaças ou incitar agressões.
“O ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência”, afirmou o ministro. Em seguida, declarou: “Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”.
“Recebi hoje trechos de um relatório de Segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas. Em 37 anos como servidor público nunca respondi a um único processo criminal.
O ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência.
Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões. Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou.
Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição.”
Fonte: Poder360
Leia também
SegurançaAnitta declara voto em Lula contra Flávio: “Bolsonarismo não é a direita”
Cantora diz que errou ao esperar vitória do petista no 1º turno e cita políticas sociais para justificar apoio Às 13h28, cerca de uma hora depois da publicação, o vídeo publicado por Anitta (foto) tinha 6,5 milhões de visualizações no Instagram Reprodução/Instagram @anitta - 9.out.2026 PODER360 9.ou
Caldeira de usina explode e mata dois homens no interior de SP
Duas pessoas morreram na manhã desta sexta-feira (9) com a explosão de uma caldeira em uma usina na cidade de Tapiratiba, no interior paulista. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) não divulgou o nome das vítimas, mas informou que eram dois homens que tinham 43 e 54 anos. Eles morrer
SegurançaEx-presidente do Instituto Lula nega conhecer Vorcaro: “Tampouco me reuni”
Paulo Okamotto classificou a reportagem da revista “Veja” como “totalmente infundada” Reprodução/ Siete Fundação Perseu Abramo Vinicius Filgueira Julia Amoêdo de São Paulo 9.out.2026 (sexta-feira) - 13h02 Priorize o Poder no Google O ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, negou
Mais lidas
- 1Nara Ayres Britto, advogada e filha de ex-ministro, celebra casamento
- 2Filha mata pai cadeirante em Bragança Paulista e transmite crime online
- 3Acidente entre caminhões deixa dois mortos na DF-290, próximo ao Gama
- 4PM-GO sob investigação por agressão brutal durante abordagem em Formosa
- 5Lula Eleva Herói da Guerra do Paraguai a Marechal Honorífico