Senado aprova inflação como teto para reajuste da conta de luz


Projeto determina que aumentos acima da inflação sejam justificados e prevê suspensão de contratos em caso de descumprimento
--> copiar link --> Senador Chico Rodrigues (PSB-RR), relator do projeto que estabelece a inflação como limite para reajustes anuais das tarifas de energia elétrica Saulo Cruz/Agência Senado Agência Senado 26.set.2026 (sábado) - 7h20 Priorize o Poder no Google A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado aprovou, no dia 2 de setembro, o projeto que estabelece a inflação como limite para os reajustes anuais das tarifas de energia elétrica. A proposta, que também cria um regime especial para conter aumentos na Região Norte, será analisada pela Comissão de Assuntos Econômicos .
O Projeto de Lei 170 de 2026 determina que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) adote um índice ou uma metodologia de reajuste válida para todo o país. Atualmente, não há um critério único nacional para os aumentos das tarifas.
O texto estabelece que o índice oficial de inflação ao consumidor seja utilizado como percentual máximo para os reajustes anuais. Exceções poderão ser admitidas, desde que devidamente justificadas.
A proposta também prevê que os aumentos sejam moderados e previsíveis, considerando o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos das concessionárias e as diferenças entre as regiões brasileiras.
O relator do projeto, senador Chico Rodrigues (PSB-RR), destacou a diferença entre o reajuste aprovado para Roraima e a média nacional. Segundo ele, a Aneel autorizou um aumento médio de 24,13% para o Estado em 2026, enquanto a projeção para os reajustes no fornecimento de energia elétrica no país era de 8%, diante de uma inflação estimada em 3,9%.
Pelo projeto, as distribuidoras que aplicarem reajustes acima do limite sem a devida justificativa poderão ter os contratos suspensos, conforme as regras previstas na proposta.
A proposta cria um regime regulatório especial para os Estados da Região Norte, com duração mínima de 10 anos. A medida busca evitar aumentos bruscos nas tarifas, proteger consumidores de baixa renda e atividades produtivas e compensar os efeitos do histórico de fornecimento de energia mais caro e precário na região.
A Aneel deverá regulamentar as demais regras do regime. A versão original da proposta, apresentada pelo ex-senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), previa medidas específicas para Roraima. O relator ampliou o alcance para os demais Estados do Norte.
Durante a discussão, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) afirmou que municípios de Estados que não eram interligados ao Sistema Interligado Nacional dependiam de geradores a diesel, o que encarecia o fornecimento de energia.
O projeto também prevê um mecanismo específico para reduzir o custo da energia em Roraima. O relator acolheu emenda do senador Dr. Hiran (PP-RR) que destina determinados recursos da Conta de Desenvolvimento Energético , fundo de financiamento do setor elétrico, à redução das tarifas no Estado.
Os recursos são provenientes de repactuações do Uso de Bem Público, que permitem a empresas hidrelétricas renegociar valores devidos ao poder público pela utilização de recursos hídricos.
A proposta prevê que os valores sejam utilizados para compensar o isolamento energético de Roraima e reduzir a dependência de termelétricas, que apresentam custos de geração mais elevados.
O projeto será analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos em caráter terminativo. Se aprovado, poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, salvo apresentação de recurso para votação no Plenário do Senado.
A proposta ainda precisa ser aprovada pelas duas Casas do Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República para entrar em vigor.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Senado, em 3 de setembro de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360 .
Fonte: Poder360
Leia também
EconomiaAgricultura brasileira alcançou R$ 927 bi em produção em 2025
Valor é o maior desde o início do Plano Real; soja respondeu por 34% do total e Mato Grosso liderou entre os Estados
EconomiaLula diz que nunca viu “podridão” como a que acontece no Supremo
Presidente falou a empresários e banqueiros em São Paulo; disse que Daniel Vorcaro quando “não corrompeu com dinheiro, corrompeu com orgia”
EconomiaLula critica home office nas agências reguladoras
Presidente disse que não se tinha controle dos objetos de regulação porque a maioria das pessoas trabalhava em casa
Mais lidas
- 1Nara Ayres Britto, advogada e filha de ex-ministro, celebra casamento
- 2Filha mata pai cadeirante em Bragança Paulista e transmite crime online
- 3Acidente entre caminhões deixa dois mortos na DF-290, próximo ao Gama
- 4Lula Eleva Herói da Guerra do Paraguai a Marechal Honorífico
- 5Plataforma Fatal Model busca investidores na XP Expert para expansão