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Economia

Senado atento a tensões comerciais entre Brasil e EUA por novas tarifas

Nelsinho Trad, presidente da CRE, enfatiza diálogo e preparo do Brasil diante de sobretaxas americanas a produtos nacionais, buscando solução negociada.

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Senado atento a tensões comerciais entre Brasil e EUA por novas tarifas

O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), emitiu nota oficial expressando a vigilância do colegiado sobre a escalada das tensões comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos. A manifestação surge após o governo federal iniciar o processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica, uma resposta direta às tarifas de 25% impostas pelos EUA sobre parte das exportações brasileiras.

Trad enfatizou que, embora o diálogo seja sempre o caminho preferencial, o Brasil não pode se furtar a utilizar os instrumentos legítimos criados pelo Congresso Nacional para proteger seus interesses. Ele destacou que a relação bilateral, consolidada por mais de dois séculos, exige que todas as alternativas de entendimento sejam esgotadas antes de uma escalada comercial mais acentuada.

As novas tarifas americanas afetam cerca de 3 mil itens e representam um impacto significativo para as exportações nacionais. Estima-se que 18% das vendas brasileiras para os EUA sejam atingidas, um valor que, com base nos dados de 2024, corresponderia a R$ 37,6 bilhões. Em 2025, a participação dos setores afetados seria de R$ 29,4 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O senador havia solicitado previamente ao MDIC informações sobre a operacionalização da Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada em 2025, além de estudos conduzidos pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e a necessidade de aperfeiçoamentos legislativos. O objetivo é fornecer subsídios técnicos para eventuais iniciativas do Congresso.

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A ativação da Lei da Reciprocidade não implica a adoção automática de contramedidas por parte do Brasil, mas abre um período crucial de avaliação e consultas diplomáticas. Nelsinho Trad considera vital que este espaço seja aproveitado para buscar uma solução negociada, enquanto o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, as opções à sua disposição.

Paralelamente, em resposta às medidas americanas, o governo brasileiro sancionou a Medida Provisória (MP 1.379/2026), que institui o Plano Brasil Soberano 3. A iniciativa destina R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito subsidiadas para exportadores e setores estratégicos, visando mitigar os impactos das sobretaxas e fortalecer a competitividade nacional no cenário internacional.

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Fonte: Senado Federal - Notícias

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