Setor de Etanol Rejeita Fala de Candidato Sobre Mistura na Gasolina
Entidades do agronegócio manifestam descontentamento com proposta de revisar percentual de biocombustível em combustíveis fósseis.

As principais entidades representativas da indústria de etanol no Brasil expressaram seu repúdio às recentes declarações de um candidato à Presidência da República, que indicou a intenção de rediscutir a proporção obrigatória de biocombustível misturado à gasolina. A manifestação de descontentamento veio de seis associações do setor sucroenergético, que veem a medida como um retrocesso para o segmento.
Durante um evento, o político, identificado como Flávio, sugeriu que a atual mistura de 27% de etanol anidro na gasolina (E27) poderia ser revista. Essa proposta gerou preocupação imediata entre os produtores, que argumentam que qualquer alteração nesse percentual teria implicações significativas para a cadeia produtiva e para a segurança energética nacional.
Os representantes do setor sucroenergético destacaram que a manutenção do percentual atual de etanol na gasolina não apenas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa, mas também fortalece a indústria nacional, gera empregos e promove a estabilidade de preços no mercado de combustíveis. Eles consideram a medida um pilar estratégico para a matriz energética brasileira.
A posição das entidades reflete a defesa contínua dos benefícios ambientais e econômicos do etanol. A revisão da mistura obrigatória é vista como um potencial desestímulo aos investimentos no setor de biocombustíveis, que tem desempenhado um papel fundamental na transição energética e na promoção de uma economia mais verde.
As associações reiteraram a necessidade de previsibilidade e segurança jurídica para o agronegócio e a indústria de biocombustíveis. Elas pedem que as políticas públicas incentivem, e não desestimulem, o uso de fontes renováveis, alinhando-se aos compromissos climáticos internacionais do país.
Fonte: Poder360
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