TC-DF apura contrato do BRB com agência para gerir 'crise de imagem'
Contrato de R$ 1,4 milhão, sem licitação, visava atenuar impactos da negociação com o Banco Master.
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O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TC-DF) abriu apuração sobre a contratação, sem licitação e em caráter emergencial, de uma agência de comunicação pelo Banco de Brasília (BRB). O contrato, no valor de R$ 1,4 milhão, tinha como finalidade gerenciar uma suposta "crise de imagem" decorrente da aquisição de carteiras do Banco Master, ocorrida em março de 2025, meses antes da Operação Compliance Zero revelar fraudes envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A decisão do TC-DF atende a uma representação do deputado Gabriel Magno (PT), que questiona a validade do acordo e pede a anulação do contrato, com a devolução dos valores aos cofres públicos. O BRB tem o prazo de 30 dias para apresentar sua defesa ou ressarcir o montante envolvido na transação.
Em suas manifestações ao tribunal, tanto o BRB quanto a agência FSB Comunicação defenderam a legalidade e a urgência da contratação. Alegam que a exposição midiática e a complexidade da transação com o Banco Master geraram uma pressão sem precedentes sobre a imagem do BRB, justificando a intervenção imediata para proteger a reputação da instituição.
Entretanto, o relator do caso, conselheiro Renato Rainha, embora não veja irregularidades no contrato em si, ressaltou a necessidade de responsabilizar os gestores do BRB que, com decisões consideradas "temerárias" na aquisição das carteiras do Banco Master, teriam provocado a crise de imagem. O conselheiro Paulo Tadeu acrescentou que a contratação pode ter sido uma manobra política para "limpar o nome" da instituição, que já possuía agências de comunicação.
Parte dos conselheiros, como Anicéia Machado e Inácio Magalhães, votou pelo arquivamento, argumentando que o TC-DF deveria se ater apenas a irregularidades no ato de contratação, que não teriam sido identificadas. Contudo, a maioria seguiu o relator, sinalizando a continuidade da investigação sobre as circunstâncias que levaram à necessidade de tal contratação.
O deputado Gabriel Magno reforça que a apuração é crucial para a fiscalização das operações do BRB e das contas do governo local em 2025, período que ele categoriza como "o rombo". Ele também critica o atraso na divulgação dos balanços financeiros do banco, que está pendente desde junho do ano anterior, levantando suspeitas sobre interesses eleitoreiros por trás das decisões.
Fonte: G1 DF
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