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TSE exige transparência de gastos com publicidade do governo Lula

Ministro André Mendonça determina que Palácio do Planalto detalhe investimentos em propaganda nos últimos 12 meses.

Redação Cerrado em Foco
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TSE exige transparência de gastos com publicidade do governo Lula

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que o Palácio do Planalto detalhe em até 10 dias todos os gastos com publicidade e propaganda nos últimos 12 meses. A decisão, proferida nesta segunda-feira (18), atende a uma representação do partido Novo, que questiona a legalidade e a transparência desses investimentos.

A ação do Novo argumenta que o governo estaria utilizando a verba publicitária de forma a promover o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, configurando um possível abuso de poder político e uso indevido da máquina pública. A legislação eleitoral proíbe a publicidade governamental que possa favorecer candidaturas ou partidos durante o período pré-eleitoral, com o objetivo de garantir a igualdade de oportunidades entre os concorrentes.

O principal ponto da preocupação do partido reside na concentração da verba publicitária, que estaria sob a gerência do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta. A transparência desses dados é crucial para verificar se a distribuição dos recursos segue critérios objetivos e impessoais, ou se há direcionamento para fins promocionais.

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André Mendonça enfatizou a importância da divulgação desses dados para a lisura do processo eleitoral. O ministro ressaltou que a falta de publicidade sobre os gastos com propaganda oficial pode comprometer a fiscalização da legalidade dos atos administrativos e a observância dos princípios da administração pública, como a moralidade e a impessoalidade.

O governo federal deverá apresentar um relatório detalhado contendo os valores investidos, as agências contratadas, os veículos de comunicação utilizados e os objetos das campanhas. A expectativa é que, após a entrega dos documentos, o TSE possa analisar a fundo as alegações do Novo e tomar as providências cabíveis, caso seja constatada alguma irregularidade na aplicação dos recursos públicos.

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Fonte: Poder360

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