TSE manda retirar postagem de Flávio sobre possível mesada a Lulinha


Tribunal deu 24 horas para remoção de publicações que associam Lula a suspeitas envolvendo o filho, investigado no caso do INSS
Um dos conteúdos que Flávio (dir.) postou faz referência ao possível recebimento de R$ 300 mil por Lulinha (esq.) em investigação relacionada às fraudes contra aposentados Reprodução/Sérgio Lima/Poder360 PODER360 15.out.2026 (quinta-feira) - 20h12 Priorize o Poder no Google O Tribunal Superior Eleitoral determinou nesta 5ª feira (15.out.2026) a remoção de publicações do PL, do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a suspeitas envolvendo seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e as investigações sobre fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A decisão estabelece prazo de 24 horas para a retirada ou indisponibilização dos conteúdos. Eis a íntegra (PDF – 104 kB).
Um dos conteúdos faz referência ao possível recebimento de R$ 300 mil pelo filho do presidente em investigação relacionada às fraudes contra aposentados. Como mostrou o Poder360 em reportagem publicada em 4 de dezembro de 2025, Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, afirmou em depoimento à Polícia Federal que Lulinha recebeu cerca de R$ 300 mil mensais e aproximadamente R$ 25 milhões.
Por maioria, o TSE determinou a remoção das publicações. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, considerou que o conteúdo associa indiretamente Lula a uma possível prática criminosa sem suporte factual. Os ministros Dias Toffoli e Estela Aranha acompanharam esse entendimento.
O relator, André Mendonça, votou pela manutenção dos conteúdos por considerar que as referências às investigações do INSS têm respaldo em notícias e apurações sobre o caso.
O Poder360 procurou as campanhas de Flávio e de Lula, por e-mail, e a equipe de Nikolas, por aplicativo de mensagem, para se manifestarem sobre a decisão. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Em 18 de dezembro de 2025, uma decisão do ministro André Mendonça , do Supremo Tribunal Federal, mencionou 5 pagamentos de R$ 300 mil feitos por empresas ligadas ao Careca do INSS à empresa da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Segundo as investigações, as transferências somaram R$ 1,5 milhão.
Mensagens analisadas pela Polícia Federal registraram uma referência ao destinatário de um dos pagamentos como “o filho do rapaz” . Documentos obtidos pelo Poder360 indicavam que a expressão se referia a Lulinha.
Na ocasião, a Polícia Federal afirmou que não havia encontrado evidências de prestação de serviços por parte de Roberta. A lobista declarou, por meio de seu advogado, que nunca teve relação com os descontos do INSS e que as tratativas comerciais com a empresa do Careca do INSS não prosperaram. Marco Aurélio Carvalho, advogado de Lulinha, classificou as acusações como “absolutamente pirotécnica[s] e improváve[is]” e afirmou que seriam uma tentativa de desgastar à imagem do filho do presidente.
Fonte: Poder360
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