Túmulo de ditador paraguaio no DF permanece sem identificação
Quase duas décadas após sua morte, o local de descanso final de Alfredo Stroessner na capital federal ainda não possui qualquer marcação visível.

O jazigo de Alfredo Stroessner, líder autoritário do Paraguai por mais de 30 anos, encontra-se sem qualquer identificação no Cemitério da Paz, em Brasília. Quase duas décadas após sua morte, ocorrida em 2006, a ausência de uma lápide ou qualquer adorno que o assinale chama a atenção.
Stroessner faleceu na capital brasileira aos 93 anos, onde vivia exilado desde 1989, após ser deposto por um golpe militar. Ele buscou refúgio no Brasil, país que lhe concedeu asilo político.
A ausência de identificação no túmulo contrasta com a presença de outros membros da família do ex-ditador enterrados no mesmo local, cujos jazigos possuem placas e nomes. Essa característica do túmulo de Stroessner levanta questões sobre o desejo de anonimato ou a memória de sua controversa figura histórica.
Durante seu longo governo, Stroessner foi conhecido por um regime de mão de ferro, marcado pela repressão política, perseguição a opositores e violações de direitos humanos. Estima-se que milhares de pessoas foram presas, torturadas e mortas sob sua ditadura.
O Paraguai viveu sob forte autoritarismo durante o período Stroessner, com censura à imprensa e controle absoluto do poder. A transição para a democracia no país sul-americano só ocorreu após sua queda.
Atualmente, a falta de identificação no túmulo do ex-ditador permite que seu local de descanso final passe despercebido por visitantes do cemitério, mantendo um silêncio peculiar em torno de uma das figuras mais polarizadoras da história recente da América do Sul.
Fonte: Metrópoles - DF
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