Vagas para o fim do ano em comércio e serviços devem subir 10%
Setores preveem abrir cerca de 130 mil postos; vagas com carteira assinada respondem por 50% das contratações.


Os setores de comércio e serviços preveem abrir cerca de 130 mil vagas temporárias e efetivas no fim do ano. Isso representa uma alta de 10%, ou 12.000 postos de trabalho, em relação ao mesmo período de 2025. Os dados são de pesquisa realizada pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), em parceria com a OfferWise, e foram divulgados na 4ª feira (23.set.2026).
De acordo com o levantamento, a maior parte dos empresários (57%) pretende manter o quadro de funcionários como está, enquanto 26% já planejam aumentar a equipe e apenas 3% cogitam reduzi-la. Ao todo, 36% das empresas já contrataram ou pretendem contratar funcionários para o fim do ano, sejam eles temporários, informais, efetivos ou terceirizados.
Suprir o aumento típico de demanda do período é o principal motivo para contratar, citado por 59% dos empresários. Já entre aqueles que não pretendem reforçar o time, a razão mais comum é não acreditar que o movimento será suficiente (41%).
As vagas com carteira assinada seguem à frente, respondendo por 50% das contratações, seguidas pelas informais, sem carteira assinada (43%). A modalidade PJ (Pessoa Jurídica) já responde por 24% das vagas, e as terceirizadas, por 11%.
Das contratações, 39% serão por tempo indeterminado. Já metade das empresas (50%) inclui vagas temporárias para o fim de ano.
A média será de 1,52 profissional temporário por empresa, e quase metade das empresas que contratam temporários (47%) planeja reforçar o time com apenas 1 profissional. A duração média dessas contratações é de 2,4 meses, e a média de efetivações é de 1 funcionário por empresa.
A remuneração média é de R$ 1.805, queda de R$ 138 frente a 2025. A carga horária também recuou de 7,75 para 7,54 horas diárias no período.
Vendedor segue como a função mais demandada (23%), seguida por ajudante (22%), entregador (10%), manicure (10%), caixa (9%) e recepcionista (9%).
A pesquisa entrevistou 510 empresários com empresas de todos os portes em todo o Brasil, de 24 de junho a 24 de julho. A taxa de confiança é de 95% e a margem de erro é de 4,3 p.p. (pontos percentuais).
Fonte: Poder360
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