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Volume do EWZ supera recorde do Joesley Day após 1º turno

Redação Cerrado em Foco•
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Volume do EWZ supera recorde do Joesley Day após 1º turno
Volume do EWZ supera recorde do Joesley Day após 1º turno - imagem 2

ETF que acompanha ações brasileiras negociou 191,1 milhões de cotas em NY; Ibovespa subiu 7,71%, e dólar caiu 4,12%, a R$ 5,001

Segundo agentes do mercado, a reação ao 1º turno se ancorou na leitura de que um eventual governo de Flávio teria maior propensão a promover reformas estruturais e conter despesas fiscais do que a continuidade da atual gestão; na foto, o candidato do PL à Presidência Sérgio LimaPoder360 - 4.out.2026 Gabriel Lopes de Brasília 5.out.2026 (segunda-feira) - 20h31 Priorize o Poder no Google O volume de negociação do EWZ (iShares MSCI Brazil ETF) –fundo de índice negociado na Bolsa de Nova York que acompanha ações brasileiras– na NYSE chegou a 191.079.381 cotas nesta 2ª feira (5.out.2026), segundo a Investing .

É o maior volume da série, superando o recorde de 166,6 milhões, registrado em 18 de maio de 2017, no “Joesley Day”–quando a divulgação de uma gravação envolvendo o então presidente Michel Temer (MDB) provocou forte reação negativa nos mercados. O EWZ fechou em alta de 12,54%, a US$ 42,98.

O fato se deu por causa da forte alta dos ativos brasileiros, em reação ao resultado do 1º turno das eleições, que aumentou o apetite de investidores estrangeiros por ações brasileiras.

O volume recorde importa porque mostra a intensidade da movimentação de investidores internacionais em dos principais veículos negociados nos EUA para exposição a ações brasileiras.

As taxas dos contratos de DI, taxa de juros do mercado interbancário, que refletem as expectativas do mercado para os juros, recuaram nos diferentes vencimentos:

Já a Bolsa subiu 7,71% , aos 206.920,66 pontos, enquanto o dólar caiu 4,12%, a R$ 5,001.

Na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), as maiores altas do dia foram:

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O movimento se deu no 1º pregão depois do 1º turno da eleição presidencial, realizado no domingo (4.out). O senador Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03% dos votos válidos (56.104.268 votos). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16% (53.876.617).

A diferença foi de 1,87 ponto percentual, ou 2.227.651 votos. O resultado contrariou a maior parte das pesquisas divulgadas na véspera . O 2º turno será em 25 de outubro.

Segundo agentes do mercado, a reação ao 1º turno se ancorou na leitura de que um eventual governo de Flávio teria maior propensão a promover reformas estruturais e conter despesas fiscais do que a continuidade da atual gestão.

Apesar disso, não há proposta econômica clara apresentada pelo candidato à Presidência.

A trajetória dos juros dependerá do sinal das urnas e do compromisso fiscal assumido pelo vencedor do 2º turno.

Em 18 de maio de 2017, o mercado reagiu à divulgação da gravação de conversa entre o empresário Joesley Batista, da JBS, e o então presidente Temer. O Supremo Tribunal Federal abriu inquérito contra Temer.

Em 2026, o volume recorde foi no movimento contrário: a forte alta dos ativos brasileiros atraiu compradores, levando o Ibovespa e o próprio EWZ a registrar ganhos expressivos.

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Fonte: Poder360

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