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Segurança

Zoológico de Brasília e mais 2 áreas perto do aeroporto geram risco a voos

Redação Cerrado em Foco•
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Zoológico de Brasília e mais 2 áreas perto do aeroporto geram risco a voos
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Aeroporto de Brasília/Divulgação Ler resumo Locais de risco: o Zoológico de Brasília, a Unidade de Recebimento de Entulho e a Ceasa-DF podem atrair aves para a área do aeroporto; Dados de colisões: no primeiro semestre de 2026, foram registradas 52 colisões com aves no Aeroporto de Brasília, com seis danos a aeronaves; Legislação vigente: o Cenipa aponta que a Lei nº 12.725/2012, que regula atividades em áreas aeroportuárias, ainda aguarda regulamentação por decreto. Resumo gerado por ferramenta de IA

O Aeroporto Internacional de Brasília tem três áreas que podem atrair aves, o que aumenta o risco de colisões com aeronaves durante as operações aéreas. Entre os pontos identificados estão o Zoológico de Brasília , a Unidade de Recebimento de Entulho (URE) e a Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF).

Os locais ficam dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA) que abrange um raio de 20 quilômetros a partir do centro da maior pista do aeroporto

Os locais ficam dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA) que abrange um raio de 20 quilômetros a partir do centro da maior pista do aeroporto. Nessas áreas, o uso e a ocupação do solo estão sujeitos a restrições para evitar atividades que possam atrair animais.

As informações constam em um relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da Força Aérea Brasileira (FAB) . O documento foi revisado em outubro deste ano, após um avião da Latam colidir com aves durante a decolagem no Aeroporto de Brasília, em 29 de julho.

O relatório destaca o Zoológico de Brasília pela elevada capacidade de atrair espécies de aves que oferecem riscos à aviação. Somente no primeiro semestre de 2026, o Aeroporto de Brasília registrou 52 colisões com aves, sendo seis com danos às aeronaves. No período, foram contabilizadas 25.639 decolagens.

Em 2025, o número de colisões com aves no aeroporto passou de 108 para 147, um aumento de 36%. Já as ocorrências com danos às aeronaves subiram de oito para 18, crescimento de 125%.

Apesar disso, na comparação entre os primeiros semestres de 2025 e 2026, houve uma redução de 29% na taxa de colisões por 10 mil ciclos de operação e de 50% na taxa de ocorrências com danos.

Em todo o Brasil, foram registradas 989 colisões com aves envolvendo aeronaves de empresas aéreas brasileiras de transporte regular de passageiros no primeiro semestre de 2026. Desse total, 14% causaram danos.

As fases de pouso e aproximação concentraram 58% das ocorrências, enquanto os procedimentos de decolagem e subida representaram 32% dos registros.

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Segundo o relatório, o Zoológico de Brasília, a Unidade de Recebimento de Entulho e a Central de Abastecimento do DF podem atrair aves e aumentar o risco de colisões com aeronaves durante pousos e decolagens.

A Lei nº 12.725/2012 estabelece regras que proíbem ou condicionam atividades que atraem animais dentro dessas áreas, no entanto, segundo o Cenipa, a legislação ainda depende de regulamentação para definir como será feita a fiscalização, a avaliação dos riscos e a apuração de infrações.

As discussões para regulamentar a lei começaram em 2013, mas o decreto ainda não foi publicado. De acordo com o relatório, a minuta aguardava a assinatura do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) para dar continuidade aos trâmites.

O documento também aponta que a Inframerica só pode realizar ações educativas e de conscientização fora dos limites do aeroporto . As intervenções nos locais identificados cabem às autoridades públicas responsáveis.

No relatório, a Inframerica informou que realiza ações de monitoramento e controle da fauna para reduzir os riscos de colisões com aves no Aeroporto de Brasília. Entre as medidas estão o acompanhamento da roçagem, manejo de animais, aplicação de agrodefensivos, monitoramento e controle de ninhos, além de reuniões da Comissão de Gerenciamento do Risco da Fauna e seminários sobre o tema.

No primeiro semestre de 2026, foram realizadas 893 ações de afugentamento de animais, totalizando 3.364 minutos de monitoramento. Para afastar os animais, são utilizados veículos, sirenes, buzinas e cães de trabalho.

O relatório também cita a elaboração do Guia para Gerenciamento de Risco da Fauna nas Imediações de Aeródromos, no âmbito do Projeto SAC Risco de Fauna, desenvolvido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A iniciativa busca melhorar o conhecimento sobre os riscos da presença de animais nas proximidades dos aeroportos e contribuir para a adoção de medidas de prevenção. O guia está em fase de ajustes finais e ainda será disponibilizado ao público.

A Inframerica foi procurada para comentar o assunto, mas não retornou até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

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Fonte: Metrópoles - DF

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