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Política DF

2º turno presidencial pode ter campanha 'fria', avalia Paraná Pesquisas

Diretor Murilo Hidalgo destaca desafio de candidatos em regiões com eleição de governador já definida.

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2º turno presidencial pode ter campanha 'fria', avalia Paraná Pesquisas

A campanha para o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil poderá ser marcada por um clima de menor intensidade, sem o entusiasmo e a mobilização esperados. Esta é a avaliação de Murilo Hidalgo, diretor do instituto Paraná Pesquisas, conforme apontamentos do Poder360.

Hidalgo explica que o grande desafio para os candidatos à Presidência será conseguir gerar engajamento em estados onde a disputa para governador já foi decidida no primeiro turno. Nessas localidades, a máquina partidária e o interesse do eleitorado tendem a se voltar menos para a corrida nacional, diminuindo a efervescência política.

A análise do cientista político sugere que a ausência de uma eleição para o governo local simultânea à presidencial pode desmobilizar as bases e os esforços de campanha. Tradicionalmente, as chapas majoritárias estaduais impulsionam a campanha presidencial em seus respectivos territórios, criando um ambiente de maior efervescência política.

Sem o 'puxador' da campanha para governador, os postulantes à Presidência terão que buscar estratégias alternativas para motivar o eleitor e garantir sua participação ativa no processo. Isso pode envolver um maior investimento em mídia, eventos mais focados ou a busca por apoios de lideranças locais que não estiveram diretamente envolvidas em segundo turno estadual.

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Historicamente, o segundo turno presidencial tende a ser mais polarizado e a mobilizar intensamente as bases eleitorais. Contudo, a peculiaridade da configuração de 2022, com muitos estados definindo seus governadores precocemente, pode alterar esse cenário tradicional.

O prognóstico de Hidalgo sinaliza que os partidos e as coligações precisarão de criatividade e recursos para evitar que a 'frieza' projetada afete a participação eleitoral e o entusiasmo dos eleitores em uma fase crucial da disputa democrática.

Assim, a dinâmica da campanha presidencial no segundo turno dependerá, em grande parte, da capacidade dos candidatos de transcenderem as realidades estaduais e de apresentarem propostas que capturem o interesse nacional de forma contundente, mesmo em meio à menor efervescência política local.

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Fonte: Poder360

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