Exclusividade de Plantas Modificadas: Proposta de Lei Retorna ao Senado
Câmara de Deputados altera regras para cultivares, mantendo prazo de proteção de 15 anos
A proteção legal sobre novas variedades de plantas desenvolvidas por melhoramento genético, as chamadas cultivares, volta ao centro do debate no Senado Federal. Após ser revisado pela Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 2.143/2025, que altera a legislação vigente, retornou à Casa Alta para nova apreciação, gerando expectativas no setor agrícola e de pesquisa.
Atualmente, a Lei de Proteção de Cultivares concede aos produtores e desenvolvedores direitos exclusivos sobre essas novas variedades por um período de 15 anos. Essa garantia visa estimular o investimento em pesquisa e desenvolvimento, assegurando que os criadores possam usufruir economicamente de suas inovações.
A proposta original, aprovada inicialmente pelo Senado, buscava estender esse período de exclusividade para 20 anos. O argumento principal era alinhar o Brasil a padrões internacionais e incentivar ainda mais a criação de cultivares mais produtivas e resistentes, beneficiando a segurança alimentar e a economia rural.
No entanto, a Câmara dos Deputados optou por manter o prazo original de 15 anos, rejeitando a emenda que previa a extensão. A decisão da Câmara reflete a complexidade do tema e as diferentes perspectivas entre os legisladores e setores envolvidos, incluindo grandes empresas, pequenos agricultores e instituições de pesquisa.
Agora, os senadores terão a tarefa de avaliar as modificações introduzidas pelos deputados. Eles poderão aceitar as alterações, o que levaria o projeto à sanção presidencial, ou rejeitá-las, enviando a matéria de volta à Câmara para uma nova rodada de debates e votações. O desfecho dessa tramitação é crucial para o futuro da propriedade intelectual no agronegócio brasileiro.
Fonte: Senado Federal - Notícias
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