“Ser contra o split payment é beneficiar fraudadores”, diz Durigan


Ministro da Fazenda reagiu à declaração de assessora econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, sobre acabar com o mecanismo
Ministro da Fazenda, Dario Durigan Sérgio Lima/Poder360 - 16.jul.2026 PODER360 7.out.2026 (quarta-feira) - 22h59 Priorize o Poder no Google O ministro da Fazenda, Dario Durigan , defendeu, nesta 4ª feira (7.out.2026), o split payment – modelo de arrecadação automática incluído na reforma tributária– e afirmou que se opor à medida equivale a beneficiar fraudadores.
A manifestação ocorreu depois que a assessora econômica do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques , declarou, em entrevista ao canal no YouTube Claudio Dantas , que um eventual governo de Flávio pretende extinguir o mecanismo por considerar que ele é prejudicial ao capital de giro das micro e pequenas empresas. A declaração de Durigan foi dada em entrevista ao Estadão .
“O split payment é mais uma inovação tecnológica da reforma tributária. Ele garante transparência e simplificação tributária. Além disso, ele fecha o cerco às empresas fraudulentas, as chamadas noteiras, que prejudicam os empresários sérios. Com menos fraude, a alíquota geral será menor para todos” , afirmou o ministro.
Assista à declaração de Daniella sobre split payment (1min13s):
O split payment é uma solução projetada para reter e recolher os impostos de forma automática no momento de cada transação comercial entre empresas. A implementação opcional está prevista para o 2º semestre de 2027.
O modelo garante ao comprador o abatimento fiscal relativo à etapa anterior só mediante o efetivo recolhimento do tributo, medida adotada para coibir a sonegação e combater a emissão de notas fiscais falsas por empresas de fachada. Segundo o governo, a redução de irregularidades deve contribuir para diminuir a alíquota geral cobrada de todos os contribuintes.
Durigan esclareceu que o sistema será adotado de maneira progressiva, focando inicialmente no mercado corporativo, sem impactar o pequeno comerciante que vende diretamente ao consumidor final no varejo. Ele criticou propostas de retrocesso no modelo, argumentando que resistir à inovação perpetua a burocracia que atrapalha o setor produtivo.
Fonte: Poder360
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