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Saúde

AGU pede ao STF que declare inconstitucionais leis das bets

Redação Cerrado em Foco•
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AGU pede ao STF que declare inconstitucionais leis das bets
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Pedido foi protocolado na ação na qual a PGR indicou, em 2024, que as leis não protegem os apostadores

--> copiar link --> Jorge Messias, advogado-geral da União, citou malefícios provocados pelas bets, como o endividamento e a desproteção de crianças e adolescentes Sérgio Lima/Poder360 - 31.mar.2026 Agência Brasil 3.out.2026 (sábado) - 5h15 Priorize o Poder no Google A Advocacia Geral da União defendeu na 6ª feira (2.out.2026) a inconstitucionalidade de dispositivos das leis que legalizaram a exploração das apostas de quota fixa, as chamadas bets.

Na manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal , a AGU pediu que a Corte declare incompatíveis com a Constituição as leis 13.756 de 2018 e 14.790 de 2023 . Eis a íntegra (PDF – 374 kB).

A solicitação foi protocolada na ação na qual a Procuradoria Geral da República indicou, em 2024, que as leis não protegem os apostadores. O relator da ação é o ministro Luiz Fux , que solicitou manifestação da AGU .

A norma de 2018 instituiu a modalidade de apostas on-line. A lei de 2023, chamada de Lei das Bets, regulamentou as apostas virtuais.

A AGU citou diversos malefícios provocados pelas bets, como o endividamento das famílias, desproteção de crianças e adolescentes, impactos na economia formal e aumento de 140% nos atendimentos do Sistema Único de Saúde a pessoas com transtornos provocados pelo vício em jogos.

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“As razões acima expostas evidenciam que o regime normativo das leis 13.756 de 2018 e 14.790 de 2023 era extensamente falho, contemplando uma liberalidade exploratória que não pôde ser compatibilizada com a proteção adequada de direitos fundamentais de primeira importância, como a dignidade humana, a saúde pública e o mínimo existencial” , declarou o órgão.

Além da ação promovida pela PGR, também tramita no STF um processo em que associações de apostas defendem a retomada das bets.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável pediram a derrubada da medida provisória que, na semana passada, proibiu a exploração e publicidade dos jogos on-line .

De acordo com as regras estabelecidas pela norma, as plataformas têm até 5 de outubro para pagar o saldo remanescente aos apostadores. A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos de bets serão totalmente bloqueados.

Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil em 2 de outubro de 2026. O conteúdo é livre para republicação, desde que citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360 .

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Fonte: Poder360

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