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Saúde

O que os presidenciáveis propõem para o futuro da tecnologia no Brasil?

Redação Cerrado em Foco•
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O que os presidenciáveis propõem para o futuro da tecnologia no Brasil?
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Foram identificadas 98 promessas relacionadas diretamente a tecnologia, IA, Ciência, educação digital ou soberania tecnológica

--> copiar link --> Na imagem, pessoa acessa notícias pelo computador Reprodução/Magnific The Conversation 3.out.2026 (sábado) - 6h50 Priorize o Poder no Google A tecnologia deixou de aparecer nos programas presidenciais apenas como sinônimo de modernização administrativa ou expansão da internet. Uma análise de 6 planos de governo apresentados para a eleição de 2026, revelou que referências a Inteligência Artificial, dados, Ciência, conectividade e infraestrutura digital cruzam-se com propostas para saúde, educação, indústria, segurança, serviços públicos e inserção internacional do Brasil.

O ponto de interesse, para quem acompanha a campanha, está menos em contar quantas vezes cada candidato fala de tecnologia e mais em observar quando essas referências se transformam em compromissos que poderão ser cobrados depois da eleição.

Foi com esse objetivo que produzimos no Laboratório Interdisciplinar de Inteligência Artificial para Métodos, Democracia e Sociedade um estudo que resultou no relatório “Quem tem um plano para o futuro digital do Brasil?” .

A análise reuniu 592 páginas dos programas de Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), registrados na Justiça Eleitoral . Nelas, 563 continham texto extraível, totalizando 168.906 palavras.

Identificamos 98 promessas relacionadas diretamente à tecnologia, IA, Ciência, educação digital ou soberania tecnológica. Cada promessa foi analisada segundo 5 sinais de execução: instrumento, órgão ou ator responsável, prazo ou etapas, financiamento e meta mensurável. A análise também verificou a cobertura de 7 áreas temáticas e 3 condições transversais.

Os resultados mostram por que uma comparação baseada apenas em número de menções seria enganosa. Augusto Cury usa a expressão “inteligência artificial” 56 vezes, seguido por Ronaldo Caiado, com 34, Flávio Bolsonaro, com 21, Lula e Renan Santos, com 11 cada, e Romeu Zema, com quatro. Cury também lidera as menções a “educação” , enquanto Caiado aparece em 1º lugar em referências a “tecnologia”, “digital”, “dados”, “Ciência” e “conectividade” . Flávio se diferencia pela frequência da palavra “internet” e Renan Santos pelas referências a “terras-raras” .

Essas contagens precisam ser lidas com cuidado porque os documentos têm extensões muito diferentes. Os planos de Cury e Caiado têm cerca de 40.000 palavras cada, enquanto os outros 4 ficam próximos de 20.000. Proporcionalmente ao tamanho, a ordem muda: é Lula quem mais fala em inovação, com 22,4 menções a cada 10.000 palavras.

Repetir uma expressão mostra quanto espaço textual uma campanha dedica ao assunto, mas não informa se há uma política formulada, quanto ela custará ou como será executada.

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Quando passamos das palavras às ações futuras identificáveis, Caiado reúne 22 promessas tecnológicas, Cury tem 18; Lula oferece 16, Renan cita 15, com Zema são 14 e Flávio mostra 13. A diferença se torna mais clara quando observamos os 5 sinais de execução. Caiado alcança média de 3,05 sinais por promessa, Renan chega a 3,00, Zema a 2,57, Cury a 2,39, Lula a 2,38 e Flávio a 2,08. Entre as 22 promessas de Caiado, 19 apresentam pelo menos 3 sinais de execução, enquanto Renan alcança esse patamar em 11 de suas 15 propostas. Nos demais programas, a proporção é menor.

Duas ressalvas: a codificação das 98 promessas foi feita por um único codificador, sem teste de concordância entre codificadores, e as 29 páginas sem texto extraível ficaram fora de todas as contagens. Ambas estão declaradas no relatório.

Esse indicador não mede se uma política é desejável, tecnicamente correta ou financeiramente viável. Ele mede quanto o próprio programa permite cobrar depois. Uma promessa que informa instrumento, responsável, prazo, financiamento e meta deixa rastros para jornalistas, oposição, órgãos de controle e sociedade civil acompanharem sua execução. Uma proposta que anuncia apenas uma direção política deixa menos critérios para esse acompanhamento.

As diferenças entre os 6 candidatos aparecem com mais nitidez quando observamos o tipo de agenda que cada um constrói. Cury conecta tecnologia a formação, saúde, modernização industrial, combate a fraudes e prevenção de incêndios. Seu programa associa IA à reforma curricular, à pós-graduação e à preparação para mudanças no mercado de trabalho, mas várias propostas deixam em aberto custos, distribuição de responsabilidades e etapas de implantação.

Flávio Bolsonaro organiza boa parte de sua agenda em torno de serviços públicos digitais. O “Brasil sem Fila”, a identidade digital, a assistente ClarIA, a integração de prontuários e o uso de IA para organizar agendas de saúde oferecem exemplos fáceis de visualizar. O programa se apoia em infraestruturas que já existem, como Gov.br e a Rede Nacional de Dados em Saúde, mas apresenta menos definição sobre custos de integração, auditoria dos sistemas automatizados, indicadores de qualidade e manutenção de canais não digitais para quem não consegue utilizar esses serviços.

Lula articula tecnologia com soberania digital, política industrial e direitos. Dados, nuvem, data centers, conectividade, modelos de linguagem em português, regulação e Gov.br aparecem dentro de uma concepção de capacidade estatal e produtiva.

O programa também se ancora em políticas já existentes, como a Nova Indústria Brasil , o Plano Mais Produção , o Fust e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial . Essa continuidade fornece uma base institucional mais definida, mas parte das propostas permanece formulada como direção de governo, sem converter cada frente em uma nova meta, prazo e orçamento para o mandato seguinte.

Renan Santos concentra sua agenda em minerais críticos, terras-raras e inteligência artificial aplicada ao agronegócio. O programa apresenta zonas econômicas especiais, c

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Fonte: Poder360

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