Após sequestro na Asa Sul, Celina defende internação compulsória
Vice-governadora reitera posicionamento sobre pessoas em situação de rua, citando o recente incidente com uma idosa.

A vice-governadora Celina Leão (PP) voltou a defender a internação compulsória de pessoas em situação de rua, após um incidente de sequestro de uma idosa de 95 anos na Asa Sul. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (11/8), Leão reafirmou a necessidade de abordar a questão sob a perspectiva da saúde pública e segurança.
O episódio que motivou a manifestação da vice-governadora envolveu um homem em situação de rua que invadiu um apartamento na quadra 308 da Asa Sul e fez a moradora como refém. O caso gerou grande comoção e intensificou a discussão sobre a presença e as condições de vida dessas pessoas nas áreas urbanas.
Leão enfatizou que, embora o foco seja a assistência social, há casos onde a saúde mental e o uso de substâncias tornam a internação uma medida protetiva tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. Ela destacou a complexidade do problema, que não se restringe apenas à habitação, mas engloba aspectos de saúde e ordem pública.
A posição da vice-governadora não é nova. Anteriormente, ela já havia externado preocupações semelhantes, especialmente após outros incidentes que envolveram a população em situação de rua, reforçando a ideia de que a desassistência pode levar a situações de vulnerabilidade e risco para todos.
Organizações sociais e defensores dos direitos humanos, por outro lado, frequentemente alertam para os riscos da internação compulsória, que pode ferir direitos individuais e não resolver a raiz dos problemas sociais. Eles defendem abordagens que priorizem a autonomia e o tratamento voluntário, com foco na reinserção social e no apoio integral.
O debate sobre a melhor abordagem para a população em situação de rua segue intenso. Enquanto o governo busca soluções para garantir a segurança e a saúde pública, a sociedade civil cobra medidas humanitárias e eficazes que respeitem a dignidade dessas pessoas e combatam as causas estruturais da exclusão social.
Fonte: Metrópoles - DF
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