Bolsa cai 1% e dólar sobe para R$ 5,087 com pesquisas do 2º turno


Empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula aumenta cautela; investidores avaliam impactos do fim da escala 6 X 1
O dólar comercial subiu 1,17% nesta 5ª feira (15.out) Infografia/Poder360 - 15.out.2026 Camila Nascimento de Brasília 15.out.2026 (quinta-feira) - 17h39 Priorize o Poder no Google O dólar comercial fechou em alta de 1,17%, a R$ 5,087, nesta 5ª feira (15.out.2026). A moeda atingiu máxima de R$ 5,099 e mínima de R$ 5,037 durante a sessão. Já o Ibovespa, principal índice da B3 , fechou em queda de 1,06%, aos 204.324,26 pontos.
Investidores seguem de olho nas pesquisas eleitorais divulgadas a 10 dias do 2º turno. A aprovação do fim da escala 6 X 1 pelo Senado também repercutiu no mercado.
Para Lucas Xavier, chefe da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, a mudança causa preocupação com o aumento dos custos das empresas e os possíveis efeitos sobre a inflação e os resultados corporativos.
De acordo com Xavier, o mercado também reagiu nesta 5ª feira (15.out) à pesquisa Quaest divulgada na 4ª feira (14.out), depois do fechamento da Bolsa. Os dados confirmaram o levantamento do Poder Data publicado na 3ª feira (13.out).
A Quaest mostrou empate técnico no 2º turno entre Flávio Bolsonaro (PL), com 46% das intenções de voto, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
O mercado também aguarda uma nova pesquisa Datafolha e a sabatina de Lula no “Jornal Nacional” , da TV Globo , ambas marcadas para esta 5ª feira (15.out).
As pesquisas mostraram que a vantagem entre Lula e Flávio caiu depois dos atos a favor do presidente no último final de semana e de novas estratégias digitais da campanha petista.
O UBS Global Wealth Management elevou sua recomendação para ações brasileiras de neutra para atrativa e estima potencial adicional de valorização de 25% para o Ibovespa. A projeção depende da redução do prêmio de risco e da apresentação de um plano fiscal consistente pelo próximo governo.
Nos Estados Unidos, o PPI (Índice de Preços ao Produtor) subiu 1,3% em setembro ante agosto e 6,3% em 12 meses. A alta mensal superou a expectativa de 0,6% e acelerou em relação aos 0,5% de agosto.
Os dados aumentam as dúvidas sobre os próximos passos do Federal Reserve . Segundo Xavier, os juros norte-americanos também estão no radar dos investidores, pois podem atrair recursos para ativos dos EUA e reduzir o fluxo de capital para mercados emergentes.
Fonte: Poder360
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