Governo dos EUA cancela transmissão de execução por fuzilamento


Nidal Hasan, um psiquiatra e ex-militar do Exército norte-americano de 56 anos, foi condenado à morte por matar 13 pessoas
Na imagem, a Casa Branca, em Washington D.C. René DeAnda (via Unsplash) PODER360 15.out.2026 (quinta-feira) - 17h09 Priorize o Poder no Google O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), cancelou nesta 5ª feira (15.out.2026) a transmissão ao vivo da execução de Nidal Hasan, um psiquiatra e ex-militar do Exército norte-americano de 56 anos, condenado à morte por matar 13 pessoas.
Em 6 de outubro, o Pentágono havia anunciado uma ordem de Trump para executar o ex-major pelo pelotão de fuzilamento, depois de a medida ter sido recomendada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth . Hasan foi responsável por um ataque a uma instalação médica da base militar em Fort Hood, no Texas.
A transmissão estava marcada para acontecer em 3 de dezembro. No entanto, depois da repercussão negativa da sociedade, das críticas vindas do Papa Leão 14, da ONU (Organização das Nações Unidas) e de ressalvas até de membros do governo, Trump voltou atrás.
“Acredito que transmitir a execução ao vivo para todos verem poderia ter sido um forte fator de dissuasão para o mundo testemunhar como os Estados Unidos lidam com terroristas e escória como Hasan, mas muitas pessoas boas e bem-intencionadas preferem não assistir à sua morte, seja por transmissão ao vivo ou qualquer outro meio visual. Ele será executado, conforme programado, por um pelotão de fuzilamento, mas este evento não será transmitido. Dito isso, a execução poderá ser assistida pessoalmente pelos familiares diretos das vítimas, caso assim o desejem” , escreveu Trump em uma publicação no Truth Social.
No dia do ataque, Hasan matou 12 soldados desarmados da ativa e um militar aposentado, além de ferir outros 32. Segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, Hasan gritou “Alá é grande” em árabe durante o tiroteio.
O episódio ocorreu semanas antes de Hasan ser enviado ao Afeganistão. Hasan foi baleado pela polícia durante a prisão e ficou parcialmente paralisado, passando a utilizar cadeira de rodas.
Em agosto de 2013, um júri militar o condenou à morte depois de considerá-lo culpado de 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado. Posteriormente, Hasan descreveu o ataque como retaliação às guerras dos Estados Unidos no mundo muçulmano.
Fonte: Poder360
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