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Segurança

BRB busca empréstimo árabe enquanto crise e impasse no STF persistem

Governadora sinaliza negociações com bancos dos Emirados para sanar rombo bilionário, em meio a críticas de Lula sobre responsabilidade da gestão.

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BRB busca empréstimo árabe enquanto crise e impasse no STF persistem
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A governadora Celina Leão (PP) revelou que o governo local busca um empréstimo junto a bancos dos Emirados Árabes Unidos para capitalizar o Banco de Brasília (BRB). A medida visa recompor os R$ 6,6 bilhões necessários para a instituição, que enfrenta a pior crise de sua história após ser impactada por fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master.

Atualmente, um acordo envolvendo a União e o BRB está parado no Supremo Tribunal Federal (STF), aguardando um posicionamento do Banco Central e de outros entes. Enquanto o STF não delibera, a busca por soluções alternativas se intensifica, com a governadora indicando reuniões para discutir propostas de financiamento externo.

A busca por recursos internacionais se dá em um cenário de recusa do governo federal em oferecer garantias para a operação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou publicamente a gestão do Banco de Brasília e responsabilizou a administração anterior pelo rombo, afirmando que o governo federal não “dará dinheiro” para solucionar a crise.

A governadora Celina Leão rebateu as críticas, lamentando o que chamou de “declaração de um presidente da República que quer quebrar o BRB”. Ela acusou Lula de partidarismo e de pensar pequeno ao negar apoio a uma instituição financeira pertencente à população local, comparando a situação à ajuda oferecida aos Correios pelo governo federal.

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A crise do BRB teve início em novembro de 2025, após a Operação Compliance Zero expor suspeitas de fraudes bilionárias. O banco havia tentado adquirir o Banco Master, injetando R$ 16,7 bilhões na instituição. No entanto, a compra foi barrada pelo Banco Central, e posteriormente descobriu-se que parte das carteiras adquiridas era fraudulenta e sem lastro, gerando o atual desfalque patrimonial.

O governo local, como acionista majoritário do BRB, tem pressionado pela liberação do empréstimo de R$ 6,6 bilhões e pela solução do impasse judicial. A expectativa é que as negociações com os bancos árabes possam abrir um caminho para estabilizar a situação financeira da instituição, independentemente do desfecho das discussões com o governo federal e do andamento do caso no STF.

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Fonte: G1 DF

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