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Segurança

Caso 113 Sul: STJ redefine destino de Adriana Villela em novo julgamento

Ministros do Superior Tribunal de Justiça retomam análise de recurso do MP contra anulação da condenação de Adriana Villela, acusada de triplo homicídio.

Redação Cerrado em FocoLago Sul1 visualizações
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Caso 113 Sul: STJ redefine destino de Adriana Villela em novo julgamento

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) volta a debater nesta terça-feira (4), em sessão presencial, o futuro de Adriana Villela, figura central no caso conhecido como "Crime da 113 Sul". O julgamento retoma a análise do recurso do Ministério Público do Distrito Federal contra a anulação de sua condenação de 61 anos de prisão, imposta pelo Tribunal do Júri pela acusação de ser a mandante do assassinato de seus pais e da empregada da família em 2009. A sessão, marcada para as 14h, promete ser um marco no desfecho deste longo processo judicial.

Este recurso foi inicialmente levado a plenário virtual em junho, mas foi interrompido por um pedido de destaque do ministro Carlos Pires Brandão, o que motivou a mudança para um julgamento presencial. Com a reinicialização dos trabalhos, os votos proferidos anteriormente pelos ministros Sebastião Reis Júnior (que votou por manter a anulação) e Rogério Schietti Cruz (que divergiu e votou para restabelecer a condenação) são invalidados e serão reapresentados.

O Ministério Público busca, com seus embargos, reverter a anulação da condenação, apontando omissões e contradições no acórdão anterior. O órgão defende o restabelecimento da pena de 61 anos de reclusão e o início imediato de seu cumprimento, sublinhando a gravidade do crime e a necessidade de responsabilização pelos triplos homicídios que chocaram a sociedade.

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A anulação da condenação de Adriana Villela, ocorrida em setembro de 2025 pela Sexta Turma do STJ, baseou-se na tese de que a defesa não teve acesso adequado a vídeos de depoimentos cruciais, utilizados como prova no júri. A falta de acesso tempestivo a esses materiais, que só foram disponibilizados no sétimo dia do julgamento em 2019, foi interpretada como uma violação ao direito de defesa, comprometendo a legalidade do processo.

Os assassinatos, ocorridos em 28 de agosto de 2009, tiveram como vítimas José Guilherme Villela (73 anos), Maria Carvalho Mendes Villela (69 anos) e a empregada Francisca Nascimento da Silva (58 anos). Os corpos foram descobertos em estado de decomposição dias depois na 113 Sul, zona nobre da cidade. A retomada deste julgamento no STJ é um passo crucial para a definição da situação jurídica de Adriana Villela e para a conclusão de um dos casos criminais de maior repercussão na capital federal.

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Fonte: G1 DF

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