Chance de virada no 2º turno das eleições em 4 Estados é baixa


Distância entre candidatos no 1º turno no Acre, Amazonas, Distrito Federal e Espírito Santos foi maior que 10 pontos
Das 120 eleições estaduais com 2º turno de 1990 a 2022, 46 terminaram com a distância entre os colocados maior que 10 p.p. no 1º turno. Nesses casos, a chance de virada é de 13% –a menor Infografia/Poder360 Gustavo Caixeta 18.out.2026 (domingo) - 7h00 Priorize o Poder no Google Das 6 eleições para governador que serão resolvidas no 2º turno, 4 terminaram o 1º turno com uma distância de mais de 10 pontos percentuais entre o 1º e o 2º colocado: Acre, Amazonas, Distrito Federal e Espírito Santo. Dados históricos mostram que a chance de uma virada de posição nesses casos é baixa.
A distância entre os candidatos na 1ª etapa do pleito nos Estados em que haverá 2º turno foi menor que 5 pontos apenas no Rio Grande do Norte e no Tocantins, tornando mais provável uma reviravolta.
A maior distância foi registrada no Acre, com a candidata à reeleição Mailza Assis (PP) terminando 17,5 pontos percentuais à frente de Alan Rick (Republicanos). No Rio Grande do Norte, a distância foi a menor: 0,8 ponto percentual de diferença entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT).
Leia aqui os resultados da apuração de votos em todo o Brasil.
Das 120 eleições estaduais com 2º turno de 1990 a 2022, 46 terminaram com a distância entre os colocados maior que 10 p.p. no 1º turno.
Nos 34 casos em que a diferença foi de 5 a 10 pontos, em 10 houve uma virada.
A maior chance é quando a diferença entre o 1º e o 2º colocado é menor que 5 p.p. De 40 disputas, 19 delas terminaram em viradas –47,5% do total.
Só 6 viradas aconteceram em cenário de vantagem acima de 10 pontos para o líder do 1º turno. O recorde pertence a Eduardo Azeredo (PSDB). Em 1994, o tucano fechou a 1ª rodada a 21,1 pontos percentuais de Hélio Costa (PP) na corrida pelo governo de Minas Gerais.
No confronto direto entre os 2, o então tucano acrescentou 2,7 milhões de votos na urna, enquanto Costa teve pouco menos de 200 mil extras. O resultado foi uma vantagem de 17,3 pontos (58,6% X 41,3%) para Azeredo.
A eleição de 1994 foi também a que mais teve viradas. Na ocasião, 18 Estados levaram o pleito ao 2º turno e 6 elegeram governadores que fecharam a 1ª rodada em 2º lugar.
A recuperação mais expressiva em votos absolutos foi registrada na disputa pelo governo paulista de 1990.
Na ocasião, Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB) terminou o 1º turno atrás do ex-governador Paulo Maluf , então no PDS, por uma diferença superior a 2 milhões de votos. No final, Fleury Filho reverteu a vantagem e foi eleito com margem de 500 mil votos (7,3 milhões a 6,8 milhões).
Caso o 2º colocado do 1º turno de Acre, Espírito Santo ou Tocantins vença a eleição de 2026, será a 1ª virada nesses Estados.
Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso e Rio de Janeiro também nunca registraram viradas no 2º turno.
O Brasil nunca registrou uma virada para o 2º turno presidencial desde a redemocratização. Este ano marca a 8ª vez em que a eleição é resolvida na 2ª fase. Na pesquisa PoderData/Aya divulgada em 16 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) –que perdeu no 1º turno– e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estavam empatados, com 50% dos votos válidos cada um.
Fonte: Poder360
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