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Segurança

Coronel foragido da PMDF recebeu R$ 847,9 mil em salários por 3 anos

Mesmo após condenação, oficial permaneceu na folha de pagamento do Governo do Distrito Federal.

Redação Cerrado em Foco
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Coronel foragido da PMDF recebeu R$ 847,9 mil em salários por 3 anos

O coronel Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues, da Polícia Militar, acumulou a impressionante quantia de R$ 847.935,27 em salários nos últimos três anos, mesmo estando foragido desde 2021. A situação se tornou pública após a revelação de que o oficial permaneceu na folha de pagamento do Governo local, apesar de ter sido condenado a 54 anos de prisão por homicídio.

Feitosa Rodrigues foi sentenciado em 2017 por seu envolvimento na morte de um traficante em 1999, caso que chocou a comunidade e resultou em sua expulsão da corporação. Contudo, decisões judiciais subsequentes o reintegraram, permitindo que os pagamentos prosseguissem, mesmo após a emissão do mandado de prisão e sua subsequente fuga.

Os vencimentos mensais do coronel giravam em torno de R$ 20 mil, valor que continuou a ser depositado regularmente, ignorando sua condição de foragido. A situação levanta sérias preocupações sobre os mecanismos de controle e fiscalização de pagamentos a servidores públicos, especialmente em casos de condenações criminais e ordens de prisão.

A ausência de comunicação efetiva entre os órgãos judiciais e a administração pública parece ser um dos fatores que contribuíram para a manutenção desses pagamentos indevidos. A inconsistência permitiu que o coronel desfrutasse de altos salários enquanto estava em situação ilegal, fugindo de suas responsabilidades perante a justiça.

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O caso de Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues ilustra a necessidade urgente de aprimorar os sistemas de informação e as normativas que regem o pagamento de salários a agentes públicos. A continuidade desses pagamentos não apenas representa um desperdício de recursos, mas também mina a confiança da população nas instituições públicas e na aplicação da lei.

Autoridades competentes precisam agora investigar como essa falha ocorreu e implementar medidas rigorosas para evitar que situações semelhantes se repitam. A revisão dos procedimentos de folha de pagamento e a criação de um canal de comunicação mais eficiente entre o Judiciário e o Executivo são passos cruciais para garantir a integridade do serviço público.

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Fonte: Metrópoles - DF

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