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Saúde

Criança Cadeirante na UTI Após Queda em Metro; Acessibilidade em Pauta

Arthur Fellipe, de 9 anos, sofreu acidente em escada rolante na Estação Ceilândia Sul, levantando debate sobre infraestrutura para portadores de deficiência.

Redação Cerrado em FocoCeilândia
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Criança Cadeirante na UTI Após Queda em Metro; Acessibilidade em Pauta

Arthur Fellipe Martins, um menino cadeirante de 9 anos, encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Base após sofrer uma queda de uma escada rolante na estação Ceilândia Sul do Metrô. O acidente ocorreu quando sua mãe, Bianka Fabíola Martins, tentava utilizar o equipamento devido à inoperância do elevador da estação. Ambos se desequilibraram, resultando na quebra da cadeira de rodas e ferimentos no menino, incluindo uma suspeita de fratura no fêmur.

A mãe relatou à TV Globo o desespero do momento e a subsequente “peregrinação” por hospitais até conseguir atendimento adequado para Arthur. Com paralisia cerebral e asma, o estado de saúde do garoto é delicado, e ele tem apresentado crises respiratórias. O Metrô-DF e o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF) confirmaram a internação e o estado de saúde estável, mas o episódio reacende a discussão sobre a necessidade de infraestrutura acessível e segura para todos os usuários do transporte público.

O Metrô-DF, por meio de nota oficial, lamentou o ocorrido e informou que funcionários da companhia prestaram os primeiros socorros e conduziram as vítimas ao hospital. A empresa ressaltou que todas as estações contam com empregados capacitados para auxiliar pessoas com deficiência e recomendou que os usuários acionem a equipe em casos de necessidade ou inoperância de equipamentos. A previsão para o restabelecimento do elevador na estação de Ceilândia Sul é para o próximo dia 2.

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Entretanto, a falha em um equipamento tão crucial para a mobilidade de pessoas com deficiência levanta sérias questões sobre a manutenção e a priorização da acessibilidade no sistema de transporte. Bianka Fabíola, a mãe de Arthur, expressou sua angústia, ressaltando o quão desesperador é lidar com a saúde do filho em um contexto de acessibilidade precária, enfatizando que esse tipo de situação não pode se repetir.

Este incidente trágico coloca em evidência a urgência de garantir que as plataformas de transporte público sejam verdadeiramente inclusivas. A segurança e o bem-estar de cidadãos como Arthur dependem diretamente da efetividade e da manutenção de equipamentos que são, para muitos, a única forma de locomoção e de acesso a serviços essenciais.

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Fonte: G1 DF

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