Crise no BRB: Ministro da Fazenda denuncia 'guardanapo' em troca de R$ 12 milhões
Dario Durigan, ministro da Fazenda, criticou duramente operações do BRB com o Banco Master, classificando a situação como 'crime' e negando responsabilização federal.
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Em um pronunciamento contundente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, jogou luz sobre a crise do Banco de Brasília (BRB), detalhando transações polêmicas com o Banco Master entre 2024 e 2025. Durante entrevista à 'Rádio Jornal', de Pernambuco, Durigan declarou que o BRB transferiu milhões e, em troca, recebeu 'papel que não valia nada', uma alusão a títulos sem valor ou inexistentes.
Durigan foi enfático ao classificar a conduta como um 'crime' financeiro e isentou a União de qualquer culpa direta. Ele sublinhou que o BRB é uma instituição controlada pelo governo local, que, segundo ele, teria 'dilapidado o patrimônio' do banco e do próprio governo. O ministro sugeriu que fundos constitucionais da região deveriam ser utilizados para mitigar o problema, embora a União possa oferecer suporte em discussões e envolver o Banco Central.
A crise do BRB tem suas raízes em operações bilionárias, estimadas em R$ 30 bilhões, com o Banco Master. O próprio BRB aponta que R$ 8,8 bilhões desses créditos seriam fraudulentos ou de difícil recuperação. Para enfrentar essa lacuna, o governo local esperava recuperar R$ 2,2 bilhões, mas necessita de um empréstimo adicional de R$ 6,6 bilhões para cobrir o restante.
Para tentar reverter a situação, um acordo foi firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) em 29 de maio, visando autorizar uma operação de crédito junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Uma lei que permitirá o empréstimo foi sancionada em 24 de junho. Durigan mencionou que o BRB precisa agora apresentar um plano consistente ao FGC e aos demais bancos para demonstrar sua capacidade de se reestruturar e se tornar uma instituição financeiramente sólida.
A investigação sobre essas irregularidades intensificou-se com a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025, que apontou um suposto esquema de fraudes financeiras. Em abril deste ano, essa investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A PF alega que Costa teria autorizado negócios sem lastro e negligenciado as práticas de governança interna do banco.
Fonte: G1 DF
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