Defesa de Bolsonaro nega ciência e autorização para vídeo com IA
Advogados do ex-presidente afirmam que ele não tinha conhecimento sobre a produção de conteúdo sintético utilizando sua imagem e voz.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) veio a público para contestar a autoria e o conhecimento sobre um vídeo de inteligência artificial que viralizou nas redes sociais. Segundo os advogados, Bolsonaro não tinha ciência da produção de conteúdo sintético que utilizava sua imagem e voz, desautorizando completamente o material.
Os representantes legais do ex-chefe do Executivo afirmaram categoricamente que Bolsonaro não concedeu qualquer permissão para que sua figura fosse empregada na elaboração do vídeo em questão. A manifestação da defesa busca dissociar o político do material gerado por IA, que pode ter implicações sobre sua imagem pública e narrativa.
A viralização de conteúdos produzidos por inteligência artificial tem se tornado um desafio crescente, especialmente no cenário político. A facilidade de criação e a dificuldade em distinguir o real do fabricado levantam debates sobre a responsabilidade de quem produz e quem compartilha tais materiais.
Este episódio ressalta a importância de verificar a autenticidade de vídeos e áudios que circulam na internet, principalmente aqueles com teor político. A defesa de Bolsonaro não especificou qual vídeo exatamente está sendo questionado, mas a declaração abre um precedente para futuras discussões sobre o uso de deepfakes e outras tecnologias avançadas no ambiente digital.
O incidente sublinha a urgência de debates e, possivelmente, de regulamentações sobre o uso de inteligência artificial na criação de conteúdos midiáticos, especialmente quando envolvem figuras públicas. A integridade da informação e a reputação de indivíduos estão sob constante ameaça diante do avanço dessas ferramentas tecnológicas.
Fonte: Poder360
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