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Durigan Prioriza Gradualismo Fiscal e Busca Apoio Legislativo

Secretário-executivo da Fazenda detalha estratégia de ajuste e refuta comparações econômicas

Redação Cerrado em Foco
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Durigan Prioriza Gradualismo Fiscal e Busca Apoio Legislativo

Em um evento recente, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, delineou a abordagem do governo para o equilíbrio fiscal, enfatizando a necessidade de gradualismo. Segundo Durigan, a transição para um orçamento mais ajustado deve ocorrer de forma progressiva, evitando choques abruptos na economia. Esta estratégia busca garantir a estabilidade e a previsibilidade, pilares essenciais para a confiança dos mercados e dos investidores.

O diálogo com o Congresso Nacional foi apontado por Durigan como um fator crucial para o sucesso da agenda fiscal. Ele destacou que a velocidade e a eficácia das reformas e proposições dependem diretamente do apoio e da articulação com os parlamentares. A colaboração entre os poderes Executivo e Legislativo é vista como indispensável para a aprovação das medidas necessárias à sustentabilidade das finanças públicas.

Durigan também aproveitou a ocasião para rebater as comparações frequentemente feitas entre a situação econômica brasileira e a da Argentina. Ele afirmou que tais analogias são despropositadas, dada a distinção fundamental nas realidades macroeconômicas de ambos os países. A Argentina enfrenta desafios específicos, como um cenário inflacionário e uma crise de confiança muito mais agudas, que não se refletem na mesma intensidade no Brasil.

O secretário-executivo ressaltou que a estrutura fiscal brasileira é consideravelmente mais robusta e diversificada, proporcionando uma base diferente para a gestão econômica. Ele enfatizou que o governo brasileiro está comprometido com a responsabilidade fiscal, mas sem perder de vista a necessidade de investimento e crescimento econômico. A meta é alcançar um equilíbrio que permita o desenvolvimento sem comprometer a saúde das contas públicas.

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Entre as propostas em discussão para o ajuste fiscal, Durigan mencionou a revisão de incentivos fiscais e a otimização de gastos públicos. A Fazenda busca identificar áreas onde é possível aumentar a eficiência e reduzir despesas sem prejudicar serviços essenciais. A expectativa é que essas iniciativas, combinadas com a arrecadação resultante de reformas como a tributária, contribuam significativamente para o atingimento das metas fiscais.

A postura do governo, conforme Durigan, é de cautela e prudência, buscando um caminho que evite soluções radicais e que possa ser sustentado a longo prazo. A prioridade é construir um ambiente de crescimento estável, onde a responsabilidade fiscal caminhe lado a lado com a promoção do bem-estar social. Este é o alicerce sobre o qual a política econômica atual está sendo construída.

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Fonte: Poder360

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