Governo mantém vínculo entre salário mínimo e benefícios do INSS
Secretário-Executivo do Ministério da Fazenda reafirma que desvinculação não está nos planos do Executivo, focando em ajuste fiscal pela despesa.

O Secretário-Executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, rechaçou publicamente a possibilidade de desatrelar o salário mínimo da correção de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A declaração foi feita nesta terça-feira, reafirmando a posição do governo de que não há planos para tal mudança na atual gestão.
Durigan enfatizou que a estratégia governamental para a estabilidade econômica foca no controle e na limitação das despesas obrigatórias. Essa abordagem, segundo ele, é fundamental para garantir a sustentabilidade das contas públicas e o equilíbrio fiscal em um horizonte de longo prazo, sem recorrer a alterações na indexação de benefícios.
Historicamente, a vinculação do salário mínimo a aposentadorias e pensões tem sido um pilar da proteção social no Brasil. A manutenção dessa política, conforme o Ministério da Fazenda, reflete o compromisso com a proteção do poder de compra dos beneficiários, evitando perdas significativas em seus rendimentos.
O debate sobre a desvinculação surge periodicamente como uma suposta alternativa para aliviar a pressão sobre o orçamento federal, especialmente diante dos crescentes gastos com a Previdência. No entanto, o atual governo optou por não seguir essa linha, buscando outras vias para o ajuste fiscal.
O foco agora é otimizar a máquina pública e revisar gastos. A equipe econômica, liderada pelo ministro Fernando Haddad, tem articulado medidas para conter a escalada da dívida pública e assegurar que as finanças do país permaneçam em um caminho de responsabilidade, sem impactar negativamente a população mais vulnerável.
A posição do Ministério da Fazenda reforça a intenção de proteger os rendimentos dos aposentados e pensionistas, utilizando a gestão de outras categorias de despesa como principal ferramenta para o saneamento das contas públicas. A busca por um equilíbrio fiscal passa, portanto, pela disciplina orçamentária e não pela desindexação de benefícios sociais.
Fonte: Poder360
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