Eduardo Bolsonaro Ataca TSE; Cita Urnas Smartmatic em Debate
Deputado federal ecoa narrativa do irmão Flávio, levantando dúvidas sobre a segurança das eleições brasileiras.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) acendeu o debate sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro ao afirmar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) utiliza urnas eletrônicas da empresa Smartmatic. A declaração foi feita durante um bate-papo em uma rede social, ecoando as mesmas preocupações levantadas por seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em publicações anteriores.
Apesar das alegações dos parlamentares, o TSE já se manifestou publicamente sobre o tema, esclarecendo que, embora tenha contratos com a Smartmatic para a aquisição de equipamentos de rede e serviços relacionados à infraestrutura tecnológica do parque de urnas, não utiliza urnas eletrônicas fabricadas pela empresa. A justificativa é que as urnas são desenvolvidas e produzidas por empresas brasileiras, sob fiscalização e rigorosos testes de segurança do próprio Tribunal.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, havia trazido à tona a questão em suas redes sociais, insinuando que a Smartmatic, uma empresa que já enfrentou controvérsias internacionais sobre a integridade eleitoral, estaria envolvida diretamente no processo de votação brasileiro. A narrativa busca semear dúvidas sobre a lisura dos resultados, uma tática observada em diversos contextos políticos contemporâneos.
A Smartmatic, renomada no setor de tecnologia eleitoral, tem um histórico de atuação em diversos países. Contudo, suas operações já foram alvo de questionamentos em pleitos passados, o que alimenta o discurso de políticos que buscam descredibilizar sistemas eleitorais. No Brasil, o papel da empresa restringe-se, segundo o TSE, a componentes periféricos e serviços de suporte tecnológico, e não ao fornecimento das máquinas de votação em si.
Anteriormente, o próprio TSE divulgou nota afirmando que as urnas eletrônicas brasileiras são produzidas por empresas nacionais, como a Positivo Tecnologia S.A. e a Diebold Nixdorf, com base em especificações técnicas e projetos desenvolvidos e fiscalizados pelo Tribunal. A confusão gerada por declarações como as de Eduardo e Flávio Bolsonaro ressalta a importância da checagem de fatos e da comunicação clara por parte das instituições para combater a desinformação.
Fonte: Poder360
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