Espelho d'Água do Planalto: Segurança Reforçada Após Atentado em 1989
A curiosa história por trás de um dos símbolos arquitetônicos mais conhecidos da capital federal.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/W/0/OjpKAHSX2T0PtZQFMBbw/imagens-g1-2026-07-21t082328.284.png)
Em maio de 1989, a tranquilidade na esplanada dos ministérios foi quebrada por um incidente chocante: um homem invadiu o Palácio do Planalto a bordo de um ônibus roubado. O objetivo, segundo o agressor, era atentar contra a vida do então presidente José Sarney, movido por insatisfação com o governo. O episódio, que causou danos significativos à estrutura do palácio, expôs uma vulnerabilidade na segurança da sede do poder executivo – uma falha corrigida pela criação do icônico espelho d'água.
João Antônio Gomes, de 36 anos, roubou um ônibus da Rodoviária e dirigiu diretamente para o Palácio, conseguindo transpor a segurança e adentrar cerca de 30 metros no complexo. Apenas o motorista do veículo saiu ferido. A Polícia Federal, após a prisão de Gomes, apurou que ele afirmou "sentir por não ter matado ninguém", reforçando a natureza da sua intenção.
O incidente gerou um debate imediato sobre a proteção das instalações presidenciais. O Serviço Nacional de Informações (SNI) e o governo local mobilizaram-se rapidamente, consultando até mesmo o renomado arquiteto Oscar Niemeyer para estudar soluções. Entre as propostas estavam correntes e canteiros com barras de ferro, mas a ideia de um espelho d'água ganhou destaque por sua funcionalidade e apelo estético.
Dois anos após o acontecimento, o espelho d'água foi inaugurado em 1991. A estrutura, além de embelezar o entorno do Palácio do Planalto, cumpre a função primordial de barreira física, dificultando novas invasões por veículos e aumentando a distância de segurança de acessos diretos ao edifício.
O caso de 1989 não foi a única ameaça à segurança presidencial na época, o que ressaltou a urgência de medidas mais robustas. O episódio do ônibus se tornou um marco na história da capital, evidenciando como a arquitetura pode ser adaptada para atender a necessidades de segurança, mantendo a grandiosidade e o simbolismo dos espaços públicos.
Fonte: G1 DF
Leia também
ObrasEx-sargento alega não ter visto jovem atropelada: 'Achou que fossem garrafas'
A defesa do ex-sargento Guilherme da Silva Oliveira, investigado por atropelar uma jovem no Riacho Fundo, alegou que ele não percebeu a colisão com Maria Clara Facundo, de 20 anos, pensando ter passado sobre garrafas. O Ministério Público o denunciou por tentativa de homicídio com dolo eventual, e ele foi expulso do Exército. A vítima sofreu múltiplas fraturas e ainda se recupera das sequelas.
ObrasAnielle Franco: Álbum de Anitta é ferramenta contra racismo religioso
A ministra Anielle Franco elogiou o álbum "Funk Generation" de Anitta, destacando sua importância no combate ao racismo religioso. Ela apontou cenas específicas do trabalho visual que contribuem para desmistificar religiões de matriz africana.
ObrasAcidente na EPTG Fere Duas Pessoas Perto do Viaduto Israel Pinheiro
Duas pessoas ficaram feridas na manhã desta terça-feira (18) em um acidente de trânsito na Estrada Parque Taguatinga (EPTG). O incidente, próximo ao Viaduto Israel Pinheiro, envolveu a perda de controle de um veículo.
Mais lidas
- 1SUS Expande Cuidados Paliativos com Apoio ao Luto para Famílias
- 2Dono de van escolar foragido por estupro de vulneráveis é preso no DF
- 3EUA Reafirmam Interesse em Eleições Brasileiras após Comentário de Lula
- 4Festival de Cultura Popular anima o Plano Piloto durante três dias
- 5Câmara aprova novas regras para cálculo de pensão alimentícia no 1º semestre