Ex-sargento alega não ter visto jovem atropelada: 'Achou que fossem garrafas'
Defesa de Guilherme da Silva Oliveira afirma que ele só percebeu o atropelamento após o impacto, confundindo com o barulho de garrafas.
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A defesa de Guilherme da Silva Oliveira, 22 anos, investigado por atropelar Maria Clara Facundo, 20, na contramão de uma via do Riacho Fundo, afirmou que o ex-sargento não notou o impacto com a jovem. Segundo a advogada, Guilherme 'achou que tivesse passado por cima de garrafa', devido ao barulho do vidro, já que a vítima portava garrafas de cerveja.
Guilherme, que foi expulso do Exército Brasileiro no último dia 13, entrou em pânico ao constatar que havia atropelado Maria Clara, conforme relatado por sua defesa. A Justiça do DF determinou sua soltura recentemente, após ele ter sido detido em unidade militar desde 28 de abril. Ele responde agora por tentativa de homicídio.
O Ministério Público, em sua denúncia, acusa Guilherme de dirigir em alta velocidade, na contramão e em marcha à ré na madrugada de 25 de abril, atingindo a jovem que atravessava a via com uma amiga, e fugindo sem prestar socorro. O caso foi enquadrado como tentativa de homicídio com dolo eventual, pois o MP entende que o motorista assumiu o risco de causar a morte ao dirigir embriagado e sob efeito de entorpecentes, tratando o veículo como arma.
Maria Clara Facundo sofreu fraturas na bacia e no rosto e traumatismo craniano, necessitando de duas cirurgias e colocando placas e pinos. Ela ficou 17 dias internada e ainda experimenta dores e limitações de movimentos, que a impedem de retomar suas atividades e trabalho, impactando sua rotina e vida financeira.
A família de Maria Clara, por meio de seu advogado, cobra o cumprimento da decisão judicial referente à ajuda material. Eles buscam justiça e amparo para a recuperação da jovem, que ainda enfrenta um longo processo de reabilitação. O acidente mudou drasticamente a vida da estudante.
Fonte: G1 DF
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