Ex-PM é preso no DF por agredir mulher com deficiência intelectual
Homem descumpriu medida protetiva e também ameaçou de morte a mãe da vítima, uma idosa de 83 anos.
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A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta terça-feira (27), um homem de 46 anos investigado por violência doméstica contra sua companheira, uma mulher de 56 anos com deficiência intelectual, e por ameaçar de morte a mãe dela, de 83 anos. A prisão foi realizada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação (Decrin), após mandado expedido pela 2ª Vara Criminal de Águas Claras e cumprido próximo à estação Concessionária do Metrô-DF.
Segundo a corporação, o suspeito é um ex-policial militar do Mato Grosso que foi expulso da instituição por condutas agressivas. Ele acumula 17 inquéritos e seis termos circunstanciados por furto, tráfico de drogas e infrações previstas na Lei Maria da Penha, além de ocorrências policiais por violência doméstica no estado de origem. O homem havia saído do presídio neste mês e estava vivendo em situação de rua.
Investigações apontam que a vítima, que está sob curatela definitiva, mantém um relacionamento amoroso de anos com o indivíduo. A família havia conquistado na Justiça uma medida protetiva em favor dela, mas o agressor voltou a procurá-la poucos dias depois de ganhar a liberdade. De acordo com o relatório policial, o investigado manipulava a mulher para utilizar o cartão-benefício dela em compras e transferências financeiras para proveito próprio, além de coagi-la a participar de infrações.
O histórico de agressões anexado ao processo detalha episódios severos de violência, incluindo uma ocasião anterior em que o suspeito quebrou a boca da companheira. Em 2020, ele fez ameaças telefônicas prometendo matá-la e atear fogo no imóvel da família. Em 2022, tentou invadir o prédio onde os familiares residiam, quebrou a estrutura da portaria e arremessou uma garrafa contra a fachada envidraçada, mantendo ainda o costume de danificar veículos e portarias dos locais onde parentes moravam.
A vítima prestou depoimento e afirmou que vinha se encontrando com ele desde sua soltura, reconhecendo agressões passadas, mas alegando que ele se encontrava sem usar drogas e que não pretendia pedir ordens restritivas. Em contrapartida, a mãe e a irmã relataram pavor constante e declararam que o agressor se tornava violento sempre que a mulher tentava romper a relação. A mãe da vítima mencionou sentir medo de atender ligações ou sair à rua.
Diante da reincidência e da gravidade dos atos, a Justiça atendeu à solicitação da Polícia Civil e decretou a prisão preventiva para resguardar a integridade física da mulher e de sua família, evitando a repetição continuada dos crimes.
Fonte: G1 DF
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