Ex-presidente do BRB Tinha Contas Quase Zeradas Antes de Bloqueio Judicial
Documentos bancários revelam que Paulo Henrique Costa possuía poucos recursos quando teve seus bens congelados.


Relatórios bancários de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), obtidos pelo Poder360, revelaram que ele possuía saldos irrisórios em suas contas no período anterior e durante o bloqueio judicial de seus bens. A medida foi determinada pela 4ª Vara de Fazenda Pública e Saúde, em 8 de maio, como parte de uma ação civil pública por improbidade administrativa.
Os documentos detalham que, em 2023, Costa mantinha um total de apenas R$ 2.500 distribuídos em suas contas pessoais. No mesmo ano, foi registrada uma movimentação de R$ 380 mil em operações de crédito, incluindo financiamento imobiliário e empréstimos pessoais, mas que não resultaram em grande acúmulo de patrimônio líquido.
Quando a decisão judicial de bloqueio foi emitida, a situação financeira do ex-presidente era ainda mais precária. O saldo geral de suas contas, somando aplicações e caderneta de poupança, não ultrapassava R$ 500. Além disso, havia um saldo devedor de R$ 4.491 em 16 de maio de 2024, indicando um cenário de recursos escassos.
A ação judicial tem como alvo Costa e outros membros da antiga diretoria do banco, além do Grupo Carrefour, por supostas irregularidades na renovação do contrato de gestão do cartão de crédito do BRB em 2020. O contrato, no valor de R$ 3 bilhões e com vigência de cinco anos, é o cerne das acusações de favorecimento e lesão ao patrimônio público.
O Ministério Público de Contas (MPC) solicitou o bloqueio de R$ 519 milhões dos envolvidos, alegando que houve um prejuízo significativo aos cofres públicos. Contudo, a defesa de Paulo Henrique Costa argumenta que a operação foi legal e que não houve dolo ou má-fé em suas ações, destacando a falta de bens para o bloqueio.
Este cenário levanta questões sobre a eficácia das medidas de bloqueio de bens em casos de improbidade administrativa, especialmente quando os ativos financeiros dos réus se mostram limitados. A investigação prossegue para apurar as responsabilidades e os possíveis desdobramentos do processo contra os ex-gestores e o grupo empresarial.
Fonte: Poder360
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