Feijão Quebrado Transforma-se em Alternativa Proteica Inovadora no Brasil
Pesquisadores do Ital criam ingrediente com alto teor proteico, prometendo revolucionar a indústria alimentar e reduzir importações.


Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, desenvolveram uma tecnologia inovadora para aproveitar grãos de feijão quebrados. O processo transforma esses grãos, que antes eram descartados ou subutilizados, em uma farinha com elevado teor proteico, capaz de atingir até 50% de proteína em sua composição.
Essa novidade surge como uma solução promissora para o setor alimentício, que busca alternativas proteicas vegetais acessíveis e sustentáveis. A criação da farinha proteica de feijão não só valoriza um subproduto agrícola, como também oferece um caminho para o Brasil reduzir sua dependência de proteínas importadas, como as provenientes da soja e da ervilha, que são amplamente utilizadas na fabricação de alimentos.
O potencial impacto econômico e ambiental é significativo. Ao utilizar grãos de feijão que não seriam comercializados para consumo in natura, o projeto diminui o desperdício alimentar e confere um novo valor a uma parte da produção agrícola. Além disso, a tecnologia posiciona o feijão, um alimento básico na mesa brasileira, como um ingrediente estratégico para o desenvolvimento de novos produtos alimentícios.
Para o setor de alimentos, essa farinha pode ser incorporada em uma vasta gama de produtos, desde carnes vegetais e análogos lácteos até pães, massas e suplementos nutricionais. Sua versatilidade permite o desenvolvimento de produtos mais nutritivos e com apelo sustentável, atendendo à crescente demanda por dietas plant-based e fontes alternativas de proteína.
Os estudos e o desenvolvimento dessa tecnologia no Ital representam um avanço importante para a pesquisa e inovação no Brasil. A equipe de cientistas demonstrou como a engenharia de alimentos pode agregar valor a produtos básicos, transformando-os em ingredientes de alto desempenho para a indústria. A expectativa é que essa farinha de feijão possa em breve estar disponível no mercado, impulsionando a competitividade da indústria nacional.
Com a validação da pesquisa, o próximo passo envolve a busca por parcerias com empresas do setor alimentício para a produção em escala industrial. A implementação em larga escala não só beneficiará a economia brasileira, como também fortalecerá a cadeia produtiva do feijão, abrindo novos mercados e garantindo um aproveitamento mais completo da colheita, do campo à mesa do consumidor.
A iniciativa reflete o compromisso com a sustentabilidade e a segurança alimentar, posicionando o Brasil como um polo de inovação na produção de ingredientes funcionais. A farinha de feijão proteica é um exemplo claro de como a ciência pode otimizar recursos e gerar soluções com impacto positivo em diversas esferas.
Fonte: Poder360
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