FGC aguarda dados completos do BRB para avaliar empréstimo bilionário
Órgão regulador afirma ao STF que ainda não possui informações financeiras e garantias necessárias para análise de operação de crédito solicitada pelo Banco.
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O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ainda aguarda a totalidade das informações necessárias para avaliar um pedido de empréstimo feito pelo Banco de Brasília (BRB). A ausência de documentos impede a análise da viabilidade da operação de crédito, que busca sanar uma complexa situação financeira no banco estadual.
Segundo o FGC, faltam as demonstrações financeiras auditadas de 2025 e do primeiro semestre, cruciais para a análise aprofundada da saúde financeira do BRB. Além disso, o órgão aponta que não há, até o momento, formalização de interesse ou manifestação de vontade por parte de instituições financeiras que atuariam como garantidoras desse possível empréstimo, um fator determinante para a segurança da transação.
A crise atual do BRB está diretamente ligada a negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que totalizaram cerca de R$ 30 bilhões. Investigações da Polícia Federal, como a Operação Compliance Zero, apontam para um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias envolvendo grande parte dessas transações, as quais o BRB considera problemáticas.
Em abril deste ano, a investigação teve um desdobramento significativo com a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A Polícia Federal alega que ele teria autorizado negócios com o Banco Master sem o devido lastro e sem seguir as práticas adequadas de governança corporativa, contribuindo para a atual situação de vulnerabilidade do BRB.
O próprio BRB estima que ao menos R$ 8,8 bilhões dos créditos adquiridos do Banco Master são títulos inexistentes, fraudulentos ou de difícil recuperação, configurando o que no mercado financeiro é conhecido como "crédito podre". Essa quantia representa um potencial prejuízo bilionário ao patrimônio do banco, exigindo medidas urgentes para sua contenção.
O governo local projeta recuperar R$ 2,2 bilhões desses créditos por meio de outras ações. No entanto, para cobrir os R$ 6,6 bilhões restantes do rombo, o BRB necessitaria do empréstimo junto ao FGC. A situação destaca a urgência da operação de crédito para estabilizar as finanças da instituição.
Diante do impasse, o ministro Luiz Fux, do STF, agendou para esta quinta-feira (13) uma nova audiência de conciliação. O objetivo é tentar mediar um acordo entre a União e o BRB, buscando viabilizar o empréstimo e encontrar uma solução para a delicada condição financeira do banco.
Fonte: G1 DF
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