Fim da Margem de Cartão em Consignado do INSS: Projeto na Câmara
Proposta busca extinguir a Reserva de Margem Consignável (RMC) para aposentados e pensionistas, visando proteger os segurados.

A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que, se aprovado, extinguirá a Reserva de Margem Consignável (RMC) para operações de cartão de crédito vinculadas ao empréstimo consignado do INSS. A iniciativa tem como objetivo principal proteger os aposentados e pensionistas de um endividamento desnecessário e muitas vezes prejudicial.
Atualmente, a RMC permite que até 5% da margem consignável do benefício seja comprometida com o pagamento mínimo da fatura do cartão de crédito consignado. Frequentemente, essa modalidade leva a um ciclo de juros altos e dívida perpétua, uma vez que apenas o valor mínimo é descontado diretamente do benefício, enquanto o saldo restante continua a gerar encargos.
O projeto em discussão busca que os descontos em folha para beneficiários do INSS sejam aplicados exclusivamente a empréstimos consignados tradicionais, nos quais o valor principal e os juros são amortizados em parcelas fixas. Essa alteração visa trazer mais transparência e previsibilidade para a vida financeira dos segurados.
Defensores da proposta argumentam que a RMC de cartão de crédito consignado muitas vezes é mal compreendida pelos segurados, que a confundem com um empréstimo convencional. Isso resulta em surpresas desagradáveis e um acúmulo de dívidas, comprometendo a renda de um grupo vulnerável da população.
Se aprovada, a medida representará um avanço significativo na proteção dos direitos do consumidor, especialmente para os idosos e beneficiários previdenciários. A expectativa é que a análise na Câmara dos Deputados priorize o bem-estar financeiro desses cidadãos, mitigando uma prática que tem gerado inúmeras reclamações.
A proposta busca uma regulamentação mais justa para as operações de crédito consignado, assegurando que o propósito original do benefício — garantir a subsistência — não seja comprometido por armadilhas financeiras. A transparência e a simplicidade nas operações de crédito são fundamentais para um consumo consciente e para a proteção da renda dos aposentados e pensionistas.
Fonte: Câmara dos Deputados - Últimas
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