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Segurança

Jaques Wagner Recusa Senhas de Celulares à PF em Operação

Senador do PT-BA não colaborou com acesso a aparelhos durante Operação Compliance Zero.

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Jaques Wagner Recusa Senhas de Celulares à PF em Operação
Jaques Wagner Recusa Senhas de Celulares à PF em Operação - imagem 2

O senador Jaques Wagner (PT-BA) recusou-se a entregar as senhas de dois telefones celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal (PF) em sua residência. A ação, parte da Operação Compliance Zero, ocorreu em 18 de junho, em Salvador, e visa apurar esquemas de desvio de verbas públicas em grandes eventos.

A posição do parlamentar foi registrada em um relatório da corporação, vindo a público após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou o sigilo do processo. O documento detalha as diligências realizadas pela PF, incluindo a apreensão dos dispositivos eletrônicos na casa do senador.

Durante a execução do mandado de busca e apreensão, os agentes federais solicitaram ao senador o desbloqueio dos aparelhos. No entanto, Wagner exerceu seu direito de não cooperar com o fornecimento das credenciais de acesso aos dispositivos, conforme o relatório da investigação.

A Operação Compliance Zero foca em possíveis irregularidades e atos de corrupção relacionados a contratos de obras para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, especialmente aqueles vinculados ao estado da Bahia, onde Jaques Wagner foi governador à época dos eventos.

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A investigação da PF aponta para a existência de um esquema que teria desviado milhões de reais dos cofres públicos por meio de aditivos contratuais fraudulentos e superfaturamento. A análise dos celulares apreendidos é considerada crucial para a obtenção de provas e a elucidação das suspeitas de corrupção.

A recusa em fornecer as senhas levanta questionamentos sobre os próximos passos da investigação e a capacidade da PF de acessar as informações contidas nos aparelhos. A equipe forense da Polícia Federal possui recursos para tentar o desbloqueio, mas o processo pode ser complexo e demandar tempo.

Representantes do senador Jaques Wagner ainda não se manifestaram publicamente sobre a divulgação do relatório da PF e a recusa em fornecer as senhas. A defesa do parlamentar tem acompanhado o desenrolar do processo, que segue sob a jurisdição do Supremo Tribunal Federal, dado o foro privilegiado do envolvido.

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Fonte: Opinião Brasília

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