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Economia

Juros Altos Pressionam Famílias e Empresas, Aponta Senador

Em debate no Senado, parlamentar destaca cenário de endividamento e propõe ajustes fiscais e redução de tributos.

Redação Cerrado em Foco
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Juros Altos Pressionam Famílias e Empresas, Aponta Senador

Em pronunciamento no Plenário do Senado Federal, o senador Sergio Moro (PL-PR) teceu duras críticas ao patamar atual das taxas de juros no país, apontando-as como um dos principais motores do crescente endividamento entre cidadãos e setor produtivo. A fala do parlamentar ecoa uma preocupação generalizada com a saúde financeira nacional, ressaltando a urgência de intervenções.

Moro enfatizou que o Brasil testemunha com tristeza o avanço progressivo do endividamento, impulsionado por juros que ele considera insustentáveis, atualmente em torno de 14%. O senador argumentou que, embora o índice nominal possa ter sido mais alto no passado, o juro real efetivamente cobrado de famílias e empresas supera significativamente essa base, tornando a situação insustentável para muitos.

Durante suas visitas a feiras agropecuárias no Paraná, o senador relatou ter colhido depoimentos que evidenciam o impacto negativo dos juros no setor produtivo. Produtores rurais e empresários do agronegócio expressaram preocupação com a dificuldade de acesso ao crédito e o custo elevado do financiamento, comprometendo investimentos e a expansão dos negócios.

Além da questão dos juros, Moro traçou um paralelo entre o endividamento das famílias e o aumento da procura por plataformas de apostas online, as chamadas "bets". Segundo ele, a publicidade, por vezes enganosa, dessas plataformas atrai indivíduos desesperados por soluções financeiras rápidas para quitar dívidas, levando-os a um ciclo ainda maior de comprometimento da renda.

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O parlamentar defendeu veementemente que o governo federal adote uma postura mais rigorosa no controle das contas públicas, promova a redução de gastos e implemente medidas eficazes para diminuir a carga tributária. Acredita-se que tais ações poderiam aliviar a pressão sobre a economia e proporcionar um ambiente mais favorável para o desenvolvimento.

Como exemplo da carga tributária elevada, Moro citou a alíquota de 19,5% do ICMS no Paraná, contrastando com os 17% de Santa Catarina, e criticou o recente reajuste de 20% na tarifa de energia elétrica em seu estado. Ele cobrou da Companhia Paranaense de Energia (Copel) investimentos para melhorar a estabilidade e qualidade do fornecimento, essenciais para o consumo residencial e empresarial.

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Fonte: Senado Federal - Notícias

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