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Saúde

Justiça italiana marca nova audiência sobre extradição de Zambelli

Redação Cerrado em Foco••1 visualizações
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Justiça italiana marca nova audiência sobre extradição de Zambelli
Justiça italiana marca nova audiência sobre extradição de Zambelli - imagem 2

Tribunal analisará em 29 de outubro pedido de extradição de ex-deputada condenada no Brasil para cumprir pena no país

Zambelli (foto) perseguiu um homem pelo bairro dos Jardins, na capital paulista, depois de uma discussão política Sérgio Lima/Poder360 - 7.jul.2022 10.out.2026 (sábado) - 11h26 Priorize o Poder no Google A Justiça da Itália marcou para 29 de outubro de 2026 uma nova audiência para analisar o pedido do Brasil de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão definirá se ela poderá ser enviada ao Brasil para cumprir a pena de 5 anos e 3 meses de prisão por perseguir um homem armada nas ruas de São Paulo, em 2022. A data é posterior ao 2º turno das eleições presidenciais brasileiras.

A condenação foi imposta pelo STF (Supremo Tribunal Federal) pelo caso na véspera do 2º turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu um homem pelo bairro dos Jardins, na capital paulista, depois de uma discussão política. O julgamento terminou com 9 votos a 2 pela condenação por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

Em julho de 2026, a Justiça italiana anulou a decisão anterior sobre a extradição e determinou que o pedido brasileiro passasse por um novo julgamento. Os magistrados rejeitaram a alegação da defesa de que Zambelli era alvo de perseguição política, mas exigiram informações adicionais sobre sua saúde e as condições que enfrentaria no sistema prisional brasileiro.

A defesa afirma que a ex-deputada tem problemas de saúde, incluindo fibromialgia e episódios de desmaio. As autoridades brasileiras já enviaram as informações complementares solicitadas pela Justiça italiana, o que permitiu marcar a nova audiência.

O tribunal italiano não vai reavaliar a condenação nem decidir se Zambelli é culpada ou inocente. Sua função é verificar se o pedido de extradição atende aos requisitos da legislação italiana e dos tratados internacionais para autorizar a entrega da ex-deputada ao Brasil.

Em maio de 2026, a Corte Suprema de Cassação da Itália, a mais alta instância judicial do país, rejeitou a extradição de Zambelli em outro processo . Nesse caso, ela foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

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Na decisão, os magistrados apontaram “diversos elementos” que, segundo eles, levantavam dúvidas sobre a imparcialidade do STF no processo . A corte italiana afirmou que o ministro Alexandre de Moraes acumulou diferentes funções no caso , atuando tanto no colegiado responsável pelo julgamento quanto como pessoa considerada prejudicada por um dos crimes atribuídos à ex-deputada.

A rejeição desse pedido não se confunde com a análise marcada para 29 de outubro, que trata de outra condenação e de outro pedido de extradição.

Em nota enviada ao Poder360 , o advogado Eduardo Mauricio afirmou que o 2º pedido de extradição deve ser negado e informou que prepara medidas para contestar as condenações no Brasil. Leia a íntegra:

“Eduardo Mauricio, advogado de defesa de Carla Zambelli, afirma que a defesa da extradição é conduzida pelos advogados italianos Pieremilio Sammarco e Alessandro Samarco, em conjunto com o escritório Eduardo Maurício advocacia. Mauricio afirma que o segundo processo de extradição da ex-parlamentar também deve ser negado como foi o 1º processo de extradição, sobretudo pela falta de garantias processuais e a âmbito de direitos humanos e princípios fundamentais.”

“Maurício afirma ainda que está preparando duas revisões criminais e 2 pedidos de exclusão de Interpol, pois as duas condenações no Brasil são abusivas e ilegais, baseadas em perseguição política e parcialidade do julgador, o Ministro do STF Alexandre de Moraes e o Ministro do STF Gilmar Mendes, cujos não analisaram as provas do processo, que demonstram a imperiosa necessidade de anulação dos 2 casos e absolvição da ex-deputada.”

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Fonte: Poder360

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