Sem citar Flávio, Lula diz que adversários “sempre cortam dos pobres”


Presidente questiona propostas de adversário sem citar nome e reforça Farmácia Popular e Pé-de-Meia em ato no RN
“É preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte”, declarou o presidente; Na imagem, Lula ao centro e e Cadu de Lula Reprodução/Youtube Lula - 10.out.2026 Vinicius Filgueira de São Paulo 10.out.2026 (sábado) - 11h45 Priorize o Poder no Google O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (10.out.2026), durante ato de campanha em Natal (RN), que seus adversários políticos “sempre cortam dos pobres” ao comentar propostas de redução de gastos públicos. Sem citar o senador Flávio Bolsonaro (PL), com quem disputará o 2º turno da eleição presidencial em 25 de outubro, Lula questionou de onde viriam os cortes e afirmou que a elite brasileira não costuma reduzir despesas que beneficiem os mais ricos.
Durante a entrevista a jornalistas antes do evento, Lula estava acompanhado de Cadu de Lula (PT), os governadores Elmano de Freitas (PT-CE), Jerônimo Rodrigues (PT-BA) e Rafael Fonteles (PT-PI), além de Lucas Ribeiro (PP-PA), governador da Paraíba.
“Eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país, que teve coragem de cortar dos ricos, que teve coragem de cortar dos banqueiros, que teve coragem de cortar dos empresários, que teve coragem de cortar do sistema financeiro, dos fazendeiros e dos empresários. Ele sempre corta dos pobres”, afirmou Lula.
O presidente fez referência a uma proposta de ajuste fiscal de até R$ 250 bilhões atribuída à equipe econômica de Flávio. O plano em avaliação estima mudanças na correção de benefícios previdenciários e nos pisos constitucionais de saúde e educação. A campanha do senador, porém, não confirmou a adoção dessas medidas.
“É preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte”, declarou o presidente.
O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou a retirada de um vídeo publicado pela campanha petista que relacionava o ajuste fiscal atribuído a Flávio a possíveis cortes em programas sociais. Em decisão separada, o ministro Nunes Marques determinou a remoção de um vídeo publicado pela primeira-dama Janja Lula da Silva.
As publicações associavam o eventual corte de gastos a perdas em programas como Pé-de-Meia, Farmácia Popular e Minha Casa, Minha Vida. Os ministros entenderam que não havia elementos suficientes para apresentar como certas as consequências atribuídas a um eventual governo Flávio. As determinações se referiam aos vídeos questionados e não representavam uma proibição geral de Lula discutir propostas de redução de gastos públicos.
Durante o ato, Lula citou o Farmácia Popular e o Pé-de-Meia para defender as políticas sociais de seu governo.
Ao falar sobre o Farmácia Popular, afirmou que 41 medicamentos de uso contínuo são distribuídos gratuitamente. O presidente também disse que pretende ampliar os serviços oferecidos nas farmácias com a realização de exames laboratoriais. “Acabar com o sofrimento do povo” , declarou Lula ao se referir à proposta.
O presidente também mencionou o Pé-de-Meia, programa de incentivo financeiro a estudantes do ensino médio, e afirmou que a iniciativa foi “uma revolução” para evitar que jovens abandonassem os estudos para ajudar no orçamento familiar. Segundo ele, o programa foi criado para beneficiar 500 mil jovens.
Lula também criticou o que considera falta de interesse histórico da elite brasileira pela educação. “A educação desse país nunca teve, nunca despertou interesse da elite brasileira, nunca despertou”, afirmou.
Antes de criticar os adversários, Lula falou sobre os efeitos dos conflitos internacionais nos preços dos combustíveis. O presidente mencionou a guerra envolvendo o Irã e os Estados Unidos e a situação no Estreito de Ormuz, rota importante para o transporte mundial de petróleo.
Segundo Lula, a alta dos preços no mercado internacional não se refletiu da mesma forma no Brasil. “Ao contrário do mundo inteiro, no Brasil, hoje, a gasolina diminuiu”, declarou.
A fala se deu depois de o governo anunciar medidas para reduzir o preço dos combustíveis, incluindo a zeragem temporária de tributos federais incidentes sobre a gasolina importada e comercializada e a ampliação de subsídios ao setor. O governo relacionou as medidas à pressão sobre os preços internacionais causada pelos conflitos no Oriente Médio.
Lula atribuiu o resultado ao uso de receitas da exportação de petróleo para subsidiar os combustíveis e afirmou que a intenção é impedir que os efeitos da guerra cheguem ao consumidor brasileiro.
Fonte: Poder360
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