Kátia Abreu volta a criticar Janja por presença em campanha de Lula


Coordenadora da campanha acredita que excesso de intervenções da primeira-dama estão prejudicando conquista do eleitorado
Coordenadora da campanha de Lula, Kátia Abreu Beto Barata/Agência Senado - 11.fev.2020 PODER360 8.out.2026 (quinta-feira) - 17h44 Priorize o Poder no Google A ex-senadora Kátia Abreu (PT-TO) voltou a criticar a participação da primeira-dama Janja Lula da Silva na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, da qual a ex-senadora é coordenadora. Em entrevista ao O Globo nesta 5ª feira (8.out.2026), Kátia afirmou que a prioridade de Janja deve ser reeleger o atual presidente, “e não aparecer” .
Na 4ª feira (7.out) Kátia fez uma afirmação similar ao dizer que Janja “está ocupando um espaço maior” do que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na campanha de reeleição do petista. A declaração foi feita em entrevista ao “Estúdio i” , da GloboNews . Outras críticas à primeira-dama também foram feitas por Kátia no dia anterior, durante uma reunião da cúpula da campanha de Lula em Brasília para discutir mudanças de estratégia para o 2º turno.
Janja tem participado ativamente de toda a campanha de Lula e influenciado nas decisões da coordenação. Apesar das críticas, Kátia deixou claro que não quer desmerecer a presença da primeira-dama, mas sim “enaltecer” a de Alckmin, que “ ajuda em São Paulo, ajuda no mercado financeiro, ajuda junto aos empresários, ele ajuda toda sorte “.
Ao mesmo tempo, a ex-senadora considera que a presença de Janja não está contribuindo para conquistar a simpatia do eleitorado, e que seu “excesso” não está “gerando coisas positivas” .
O assunto aumentou as pressões e queixas do núcleo petista , principalmente depois de Lula terminar o 1º turno atrás do candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Integrantes da legenda apontam incômodo com a “onipresença” de Janja, avaliando que suas intervenções em reuniões estratégicas e momentos de destaque em comícios têm gerado ruídos e prejudicado os rumos da articulação política.
Entre os episódios que motivaram os questionamentos estão as frequentes interrupções da primeira-dama durante encontros com aliados, além do desconforto causado por suas interpretações do jingle de campanha em tom gospel.
Membros do partido também reservam críticas ao rígido controle de acesso exercido por ela, alegando que a conduta cria um bloqueio na chegada de informações diretamente a Lula.
Embora o clima de insatisfação seja amplo nos bastidores da coordenação eleitoral, as reclamações formais continuam sendo tratadas com reserva pela cúpula governista. Aliados admitem evitar embates diretos sobre a conduta de Janja para não provocar o descontentamento do próprio presidente, que encara o tema como um tabu no entorno de sua campanha.
Lula e Flávio se enfrentarão novamente nas urnas em 25 de outubro, para o 2º turno. No 1º, realizado no domingo (4.out), Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta 5ª feira (8.out) mostra Flávio com 53% no 2º turno contra 47% do petista.
Fonte: Poder360
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