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Meta diz que campanhas de Lula e Flávio são tratadas “de forma igual”

Redação Cerrado em Foco•
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Meta diz que campanhas de Lula e Flávio são tratadas “de forma igual”
Meta diz que campanhas de Lula e Flávio são tratadas “de forma igual” - imagem 2

Empresa respondeu ao TSE sobre medidas adotadas para garantir isonomia nas redes e pediu reunião com ministro do Tribunal

A Meta também afirma que “não houve desídia nem resistência ao cumprimento das determinações” do TSE Divulgação/Meta Leonardo Gimenes de Brasília 20.out.2026 (terça-feira) - 9h42 atualizado: 20.out.2026 (terça-feira) - 9h48 Priorize o Poder no Google A Meta apresentou na 2ª feira (19.out.2026) ao Tribunal Superior Eleitoral um relatório com as medidas adotadas para garantir a isonomia entre as campanhas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno. A entrega atende a uma decisão da Corte.

Segundo a empresa, “os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória” . A Meta também afirmou que “não houve desídia nem resistência ao cumprimento das determinações” do TSE. Leia a íntegra da manifestação (PDF – 180 kB).

O ministro Marco Aurélio Bellizze havia dado prazo de 24 horas para a Meta comprovar o cumprimento da decisão que determinou a adoção de medidas para garantir a isonomia entre as campanhas.

Na manifestação, a empresa também pediu uma reunião com o ministro nesta 3ª feira (20.out.2026) para apresentar o conteúdo e o formato das medidas adotadas, além de esclarecer eventuais dúvidas sobre a documentação anexada e questões técnicas.

“O Facebook Brasil e as equipes da Meta trabalham de forma incessante para produzir a documentação em cumprimento das dezessete alíneas da ordem” , diz a manifestação.

Na 5ª feira (15.out), Bellizze proibiu a Meta de restringir a entrega de publicações relacionadas a candidatos à Presidência da República. A medida foi tomada depois de a campanha de Lula se queixar de restrições à distribuição de publicações nas plataformas da empresa.

A coligação também relatou que a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial da empresa, impedia a criação de imagens favoráveis ao petista, mas permitia conteúdos semelhantes relacionados a Flávio.

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Na 6ª feira (16.out), a campanha de Flávio Bolsonaro também recorreu ao TSE e afirmou que falhas na Meta prejudicaram sua candidatura mais do que a de Lula.

Os advogados da campanha do candidato afirmaram que a Meta permitiu o impulsionamento de anúncios negativos contra Flávio e a veiculação de anúncios da campanha de Lula feitos com inteligência artificial sem o aviso obrigatório de conteúdo sintético, entre outros pontos.

Pela decisão, a Meta não poderá reduzir a distribuição de publicações, limitar recomendações ou restringir resultados de buscas de forma desigual entre as candidaturas. As restrições continuam permitidas quando determinadas em políticas aplicadas igualmente aos candidatos ou determinadas pela Justiça.

Bellizze também determinou que a empresa assegure a aplicação dos mesmos critérios de geração de imagens por inteligência artificial às duas campanhas. A Meta deverá informar os parâmetros utilizados para aceitar ou recusar solicitações de conteúdos político-eleitorais.

Na decisão, o ministro ressaltou que as medidas determinadas por ele não alcançam o conteúdo de opiniões manifestadas pelos usuários das redes sociais e devem ser aplicadas igualmente às candidaturas de Lula e Flávio.

A Meta divulgou na 6ª feira (16.out) uma nota oficial na qual nega ter interferido ou favorecido candidatos nas eleições gerais de 2026 do Brasil, mas admite que falhas técnicas temporárias atingiram a campanha do presidente Lula.

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Fonte: Poder360

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