Minerais críticos e estratégicos geram 129 mil empregos no Brasil


As unidades da federação que mais empregam são Minas Gerais (62.631 postos de trabalho), Pará (27.047) e Bahia (9.147).
Além dos dados sobre empregos, o painel permite consultar informações sobre o perfil dos trabalhadores, remuneração média e as 21 substâncias relacionadas a essas atividades, incluindo alumínio, ouro, ferro, cobre, terras-raras, nióbio, titânio e lítio.
A análise do mercado formal de trabalho da indústria extrativa mineral da plataforma foi realizada a partir dos microdados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De acordo com os dados do portal, a participação masculina (100.765 empregos) corresponde a 78% do total de empregos relacionados a minerais críticos e estratégicos (129.423). As mulheres ocupam os 22% restantes, totalizando 28.658 postos.
No gráfico de empregos relacionados aos MCE, 51.714 são de mão de obra qualificada, o que equivale a 23% de todos os empregos.
Os trabalhadores com ensino superior somam 30.707, representando 14%. Dentre esses, 19.060 são homens e 11.647 são mulheres.
Quando considerados os empregos gerados por tipo de mineral, o extrativismo que mais emprega é o do ferro, com 70.027 postos de trabalho, seguido pelos metais preciosos, que somam 21.313 empregos.
Em 2025, as remunerações médias dos trabalhadores com níveis de escolaridade fundamental, médio e superior foram, respectivamente, de R$ 3.218, R$ 4.142 e R$ 11.856.
O portal também apresenta a distribuição territorial dos municípios produtores por meio de um mapa geoespacial.
Entre os municípios com maior número de trabalhadores em atividades relacionadas aos MCE estão Parauapebas (PA), com 8.234 empregos; Nova Lima (MG), com 8.218; e Congonhas (MG), com 7.114.
Em Parauapebas, dos 8.234 trabalhadores, 71,4% são do gênero masculino e 28,6% do gênero feminino, sendo 1.851 com nível superior.
Em Nova Lima, dos 8.218 empregados, 63,3% são do gênero masculino e 36,7% do gênero feminino, com 4.776 tendo nível superior.
Em Congonhas, dos 7.114 trabalhadores, 73,2% são do gênero masculino e 26,8% do gênero feminino, sendo 1.234 trabalhadores com nível superior.
Para contribuir com a transparência e a divulgação de informações sobre o desempenho da mineração no país, o site apresenta dados sobre exploração, valor investido, produção e comércio exterior.
De acordo com os indicadores, em 2025, o país contava com 1.012 áreas em produção, resultando em R$ 250,4 bilhões para a economia nacional.
Fonte: Oito Quatro Notícias
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