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Saúde

Morador de Rua e Criança: Saúde do DF Nega Internação Involuntária

Após incidente de agressão, Secretaria de Saúde esclarece critérios para internação psiquiátrica compulsória no Distrito Federal.

Redação Cerrado em Foco
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Morador de Rua e Criança: Saúde do DF Nega Internação Involuntária

A Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal (GDF) veio a público esclarecer os critérios que impedem a internação psiquiátrica involuntária de um homem em situação de rua, envolvido em um incidente de agressão a uma criança. A pasta enfatiza que a legislação brasileira é rigorosa quanto a este tipo de procedimento, que só pode ser aplicado em situações específicas.

De acordo com a Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde (Sais), não é todo comportamento incomum ou inadequado que caracteriza um surto psíquico passível de internação compulsória. Para que a medida seja legalmente justificada, é necessário que o indivíduo represente um risco iminente para si mesmo, para terceiros, ou que apresente dependência química severa, com comprometimento da capacidade de discernimento.

Profissionais de saúde mental avaliam cada caso individualmente, seguindo um protocolo clínico e jurídico que protege os direitos do paciente. A internação involuntária, ainda que considerada em casos extremos, exige um laudo médico detalhado que ateste a necessidade da intervenção, além de comunicação ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

O incidente que motivou o debate ocorreu recentemente, quando o homem, em situação de rua, foi filmado chutando uma criança. O vídeo circulou amplamente nas redes sociais, gerando indignação e levantando questionamentos sobre a segurança de pessoas vulneráveis e a assistência a indivíduos com transtornos mentais que vivem sem moradia fixa.

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A Secretaria de Saúde ressalta que equipes multidisciplinares da rede de saúde mental do DF atuam diariamente, oferecendo cuidado e suporte a pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo aquelas em situação de rua. O foco é sempre na reabilitação psicossocial e na reintegração social, priorizando o tratamento ambulatorial e a autonomia do paciente.

Entretanto, o caso reacende a discussão sobre as lacunas na rede de apoio e a necessidade de políticas públicas mais eficazes que combinem assistência social, saúde mental e segurança pública. A complexidade da situação de pessoas em situação de rua, muitas vezes com histórico de transtornos mentais e uso de substâncias, exige uma abordagem integrada e humanizada, que vá além da simples internação.

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Fonte: Metrópoles - DF

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