Mortes de bebês: famílias do DF buscam respostas sobre negligência em hospitais
Casos chocantes de recém-nascidos e lactentes levantam questionamentos sobre atendimento na rede pública de saúde.
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Duas famílias na capital federal clamam por elucidação sobre as mortes de seus bebês na rede pública de saúde, após incidentes que levantam sérias questões sobre negligência e qualidade do atendimento. As mães narram experiências traumáticas, enquanto enfrentam a morosidade burocrática e a falta de informações claras.
Um dos casos é o de Luciana Ferreira, 34 anos, que registrou boletim de ocorrência por possível violência obstétrica após o falecimento de sua filha, Helena, no Hospital Regional de Planaltina. Apesar do atestado de óbito apontar parada cardiorrespiratória e hipóxia intrauterina, a família não conseguiu acesso ao prontuário médico da bebê após 33 dias. A Polícia Civil somente entrou em contato com Luciana via aplicativo de mensagem, esta semana, questionando sobre o pré-natal e o parto. Segundo a mãe, a gravidez foi acompanhada de perto e a bebê estava saudável antes do ocorrido.
Outro drama envolve a pequena Maria Vitória de Sousa Machado, de cinco meses, cuja morte ocorreu após ser acidentalmente extubada durante uma transferência de unidade. A bebê deu entrada no Hospital Regional de Planaltina com suspeita de bronquiolite, mas, pela ausência de leito de UTI infantil na unidade, precisou ser levada ao Hospital da Criança. O prontuário médico indica que o incidente da extubação aconteceu durante o transporte, momento em que Maria Vitória estava estável.
O Hospital da Criança, por sua vez, informou que Maria Vitória chegou à unidade já extubada, cianótica e em parada cardiorrespiratória. A equipe médica tentou manobras de reanimação, mas a criança não resistiu. As circunstâncias da extubação acidental durante a transferência ainda carecem de esclarecimentos detalhados por parte das autoridades de saúde.
Ambos os casos expõem fragilidades no sistema de saúde e a dor das famílias que, além do luto, precisam lidar com a dificuldade de obter respostas e justiça. A demora na liberação de prontuários e a lentidão nas investigações apenas prolongam o sofrimento e a sensação de desamparo.
Fonte: G1 DF
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