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GDF

Movimento Negro Pede Investigação Contra Vídeo de Deputado Federal

Organização Quilombo e Movimento Negro Unificado alegam que conteúdo divulgado por Nikolas Ferreira associa juventude negra à criminalidade, solicitando apuração ao TSE e MPE.

Redação Cerrado em Foco
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Movimento Negro Pede Investigação Contra Vídeo de Deputado Federal

As entidades Organização Quilombo e Movimento Negro Unificado (MNU) protocolaram, nesta semana, representações junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério Público Eleitoral (MPE). O alvo das ações é o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), devido a um vídeo que, segundo as organizações, promove a associação entre a juventude negra e atos criminosos, configurando racismo.

No material contestado, o parlamentar aborda a temática da criminalidade de forma que, para os signatários, gera estereótipos prejudiciais à população negra. As representações argumentam que tal conteúdo não apenas distorce a realidade, mas também incita a discriminação, violando princípios constitucionais e éticos da atuação política.

As ações judiciais buscam que o TSE e o MPE apurem a conduta do deputado, verificando a possível prática de crimes eleitorais e infrações contra a honra. As entidades defendem que a divulgação de material com cunho discriminatório por um representante público exige rigorosa investigação e eventual punição, de modo a coibir a disseminação de ódio e preconceito.

Segundo os representantes do movimento negro, a fala de Nikolas Ferreira, ao estabelecer uma ligação direta entre raça e criminalidade, contribui para o aumento da estigmatização de jovens negros. Tal narrativa, conforme as representações, alimenta preconceitos sociais e dificulta a inclusão e o respeito à diversidade na sociedade.

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O documento entregue às autoridades eleitorais ressalta que a associação da juventude negra à criminalidade é um discurso histórico que perpetua o racismo estrutural. Para as organizações, a postura do deputado merece censura, pois atenta contra os direitos fundamentais e a dignidade humana, pilares do Estado Democrático de Direito.

As entidades esperam que a Justiça atue de forma célere para analisar as provas e argumentos apresentados. O objetivo é assegurar que a liberdade de expressão não seja utilizada como pretexto para a propagação de discursos de ódio e discriminação racial, especialmente por figuras públicas com grande alcance e influência.

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Fonte: Poder360

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