Mulheres impulsionam motociclismo no DF: liberdade e irmandade no Capital Moto Week
Aumento significativo da participação feminina transforma o cenário, trazendo diversidade e um senso forte de comunidade sobre duas rodas.
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O Capital Moto Week, tradicional evento de motociclismo do Distrito Federal, testemunha uma transformação significativa com a crescente participação feminina. O que antes era um universo predominantemente masculino, hoje se abre para mulheres que buscam nas duas rodas e na comunidade do evento, liberdade, proteção e um forte senso de "irmandade".
Juliana Jacinto, CEO do Capital Moto Week, destaca essa mudança. Em 2009, ao ingressar na organização, a presença feminina no público era mínima, cerca de 2%. Atualmente, mais de uma década depois, a equipe de produção do evento conta com 65% de mulheres, refletindo um avanço notável na inclusão. Jacinto enfatiza que essa evolução é acompanhada por uma relação positiva e respeitosa com os homens, inerente ao DNA de cuidado e proteção do motociclismo.
Testemunhos como o de Lilian Carvalho, do motoclube "Divas sobre Rodas", ilustram essa jornada. Lilian, que antes evitava o universo das motos, hoje, aos 47 anos, pilota e define a experiência como "irmandade". Ela incentiva outras mulheres a participarem, provando que é possível se integrar ao mundo do motociclismo em qualquer fase da vida, encontrando um ambiente familiar, de colaboração e respeito.
Para Priscila Helena, de 35 anos, a paixão começou cedo, aos 18, desafiando a expectativa paterna de que mulheres não pilotavam. Sua motocicleta potente frequentemente é confundida com a do marido, mas Priscila orgulhosamente afirma ser a proprietária, vivenciando a liberdade de desbravar estradas e superar medos.
Cristina Simone, de 46 anos, entrou para o motociclismo através do marido, transformando o hobby em uma paixão compartilhada por toda a família, incluindo os filhos. Ela ressalta a capacidade do motociclismo de conectar pessoas e criar laços profundos. Esses exemplos reforçam como o Capital Moto Week não é apenas um festival de motos, mas um catalisador para a inclusão e o empoderamento feminino.
Essas histórias convergem para um ponto comum: o motociclismo, especialmente no contexto do Capital Moto Week, transcende a simples paixão por veículos. Ele se torna uma plataforma para o desenvolvimento pessoal, a construção de comunidades solidárias e a quebra de paradigmas de gênero, consolidando um espaço onde mulheres pilotam suas próprias narrativas de vida.
Fonte: G1 DF
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