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Saúde

Padilha diz que pobres são 3 vezes mais vulneráveis ao vício em bets

Redação Cerrado em Foco•
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Padilha diz que pobres são 3 vezes mais vulneráveis ao vício em bets
Padilha diz que pobres são 3 vezes mais vulneráveis ao vício em bets - imagem 2

Ministro da Saúde afirma que mais de 1,3 milhão de brasileiros já pediram autoexclusão de plataformas de apostas

--> copiar link --> Na imagem, Alexandre Padilha durante anúncio das medidas contra as bets; ministro disse que mais de 60% de quem procura teleatendimento relacionado às apostas são mulheres Reprodução/YouTube @lulaoficial - 25.set.2026 Mariana Aquino de Brasília 25.set.2026 (sexta-feira) - 21h58 Priorize o Poder no Google O ministro da Saúde, Alexandre Padilha , disse nesta 6ª feira (25.set.2026) que pessoas de menor renda são 3 vezes mais vulneráveis ao vício em apostas. A declaração foi dada durante o anúncio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de medidas para proibir as bets no Brasil.

Segundo Padilha, os jogos on-line se tornaram um problema de saúde pública que atinge não só os apostadores, mas também seus familiares. O ministro afirmou que as apostas afetam a renda, a saúde mental, o convívio familiar e podem estar associadas a situações de violência doméstica.

“As pessoas não só perdem o dinheiro, elas perdem o controle sobre a sua própria vida” , disse. Segundo o ministro, 35% das pessoas que recorreram à plataforma de autoexclusão afirmaram ter perdido o controle sobre as apostas.

Padilha afirmou que mais de 1,3 milhão de pessoas já utilizaram a plataforma que permite bloquear o próprio CPF para apostas eletrônicas e impedir o recebimento de publicidade do setor. Segundo ele, 51% relacionaram o pedido de autoexclusão diretamente a problemas de saúde.

O ministro também disse que 170 mil pessoas acessaram o Meu SUS Digital para realizar um autoteste e buscar atendimento relacionado aos efeitos das apostas. O serviço oferece consultas remotas com psicólogos e psiquiatras.

Embora homens sejam maioria entre os apostadores, Padilha afirmou que mais de 60% das pessoas que procuram o teleatendimento são mulheres. Segundo ele, parte delas busca assistência por causa de problemas enfrentados por filhos, maridos ou outros familiares envolvidos com apostas.

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O ministro afirmou que os impactos também podem atingir mulheres que não apostam, por causa do comprometimento da renda familiar, de conflitos domésticos e de problemas de saúde mental associados ao vício de familiares.

Lula assinou nesta 6ª feira (25.set) uma medida provisória para proibir a atividade das bets no país. Segundo o anúncio do governo, novos depósitos deixarão de ser permitidos e os apostadores poderão retirar o dinheiro mantido nas plataformas até 23h59 de 5 de outubro. Os sites deverão ser bloqueados a partir de 6 de outubro.

O governo também anunciou que enviará ao Congresso um projeto de lei para criminalizar a operação das bets. A medida provisória tem vigência imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para continuar valendo.

Padilha afirmou que os efeitos das apostas sobre a saúde continuarão mesmo depois da proibição e disse que o SUS manterá o atendimento às pessoas afetadas.

“Os efeitos que ele causou vão continuar chegando no sistema de saúde” , afirmou.

Segundo o ministro, o SUS (Sistema Único de Saúde) passou a oferecer 100 mil teleatendimentos por mês para esse tipo de assistência. O serviço começou com 600 atendimentos em março e foi ampliado em agosto.

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Fonte: Poder360

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