Parada LGBT de Taguatinga Adiada: Organização Critica Bloqueio de Verba Pública
Secretaria de Cultura alega 'incapacidade operacional' para liberação de recursos destinados ao evento.
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A 19ª edição da Parada LGBTQIAP+ de Taguatinga, um dos eventos mais importantes para a comunidade na região, não ocorrerá na data inicialmente marcada para este domingo (20). A organização anunciou o adiamento, citando o bloqueio de repasses governamentais como o motivo central para a decisão.
A verba, proveniente de uma emenda parlamentar aprovada em março e autorizada pelo próprio governo em junho, não foi liberada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Os organizadores, que esperavam os recursos para cobrir custos operacionais e logísticos, criticaram veementemente o que chamam de “cerceamento do direito” à visibilidade e cultura da população LGBTQIAP+.
Em resposta, a Secretaria de Cultura confirmou o bloqueio, alegando “incapacidade operacional” para executar o valor dentro do cronograma previsto. O subsecretário de Difusão e Diversidade Cultural, Leandro Oliveira, destacou a inviabilidade de desbloquear a verba a tempo, apesar de reconhecer a importância do evento.
Diulio Garcia, um dos coordenadores da parada, expressou frustração, mencionando que os trâmites burocráticos se arrastam desde março. Ele enfatizou que a falta de liberação não afeta apenas a parada de Taguatinga, mas toda uma agenda de cidadania, cultura e direitos da comunidade LGBTQIA+ em diversas regiões administrativas, incluindo Ceilândia e Paranoá.
Os custos envolvidos na organização de um evento deste porte são significativos e abrangem desde infraestrutura básica como banheiros químicos e trios elétricos, até serviços essenciais como segurança, brigadistas e equipes de saúde. O adiamento gera incerteza sobre a realização futura e afeta diretamente os preparativos já avançados.
A situação se torna ainda mais emblemática por ser a primeira vez que a Parada de Taguatinga enfrenta problemas de financiamento após a verba ter sido liberada, em 19 anos de história. O evento, que em outubro do ano passado foi incluído no calendário oficial da capital, agora lida com um obstáculo que a organização atribui à gestão pública. Os organizadores reafirmaram o compromisso de buscar uma nova data e continuarão pressionando o governo para o desbloqueio dos recursos.
O impasse em Taguatinga reflete um cenário mais amplo de dificuldades no setor cultural. Recentemente, outros eventos e instituições, como o Festival de Cinema e o Cine Brasília, também enfrentaram ameaças por falta de verbas. A Secretaria de Cultura, por sua vez, afirma ser a campeã em termos executados nos últimos anos, mas defende que a capacidade operacional impõe limites à análise e execução simultânea de projetos.
Fonte: G1 DF
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